quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O ABOMINÁVEL + O BISONTE @ Plano B, 22/2/2013 - REPORTAGEM





A noite no Plano B foi de extremos e revelações.
Completamente surpreso com a quantidade de almas que lotaram aquela sala para ouvir as duas bandas do cartaz, este vosso escriba sentiu o conforto de saber que há vida para além do hip-hop e das Beyoncés deste mundo nos ouvidos de uma nova geração de musicófilos, capaz de dar largas à sua energia de uma forma ordeira e até cuidada com o resto das pessoas que assistiam ao mesmo concerto, mesmo quando o inevitável "mosh" surgia. Uma verdadeira comunidade que só veio mesmo para curtir a música e soltar uns saudáveis berros.
Quanto aos protagonistas da noite, são duas bandas do Porto, com pouco tempo de existência mas com maturidade e desempenho em palco bastante distintos.

O Bisonte é um êxito à espera de acontecer. Fosse eu agente numa "major" e contratava-os ali "on the spot".Têm tudo para dar certo. Como dizem os americanos, têm um som  "tight as baby´s behind". Remam todos na mesma direcção, com uma coesão incomum para uma banda que começa a despontar. Bateria e baixo de qualidade superior, com uma linha de baixo controlada pelo Guilherme Lapa, que não se coíbe de um improviso apropriado dentro da melodia e uma máquina de ritmo chamada Gualter Barros a espalhar poder por detrás da bateria.
João Carvalho não complica na guitarra, a espaços influenciada pelo math-rock que por aí vai dando cartas, e dá o toque de virtuosismo à máquina de ritmo que dá tracção a O Bisonte. 
O Davide é um tipo castiço, com um registo de voz mais agudo do que o costume numa banda deste género mas que ele sabe trabalhar para que dê certo, que se deixa levar pela nuvem radioactiva que a banda cria para si e é o megafone que incendeia um público que se rende ao primeiro riff. Claro que o som ainda tem que ser mais polido e o Davide ainda pode ser mais "dono" do palco, mas jogar em casa baralha sempre um pouco o jogo que se tinha treinado na garagem. Sente-se uma banda em que os elementos têm trabalho feito nos ensaios, que age como um organismo em que cada parte contribui para o todo, sem poses nem protagonismos.
É música feita para quem a ouve, com humildade mas sem concessões.
Isso, de onde eu venho, é rock n' roll puro e duro, como todos nós gostamos.

A melhor música da noite: Bandidagem. A música mais penosa: Imóvel.(excelente arranjo da guitarra, voz definadíssima do Davide).
(By the way, estes Srs. têm um trabalho bem interessante gravado nos estúdios do Teatro Sá da Bandeira, que vale a pena escutar para confirmar este relato.)

E esta era a banda de abertura, por estranho que possa parecer.
Esperava-se que a banda cabeça de cartaz arrasasse, no mínimo. Mas nem sempre a realidade corresponde às expectativas...




A primeira impressão que se tem ao escutar O Abominável é que já ouvimos isto em qualquer lado e antes era melhor. Ficamos com a estranha sensação de que estamos a assistir a um ensaio na garagem, em que um novo baterista e um novo baixista se juntam à banda mas a química não resulta. O problema é que se trata de um concerto a sério de apresentação do novo EP "Que Só O Amor Me Estrague", perante fãs que aguardavam impacientemente os seus ídolos.
Apesar de ter tudo para dar certo (um público entusiasta, bem "aquecido" pela banda de abertura, um ambiente excelente), o principal convidado esqueceu-se de comparecer: a música.
Os O Abominável têm um bom vocalista, afinado, que se esforça por manter uma empatia constante com os fãs, mas que peca talvez por excesso. Se o Vítor Pinto se desse realmente, como tanto prega ao longo de todo o espectáculo, saberia que antes da sua voz pessoal está a dinâmica de todo o grupo e do alinhamento do concerto. Os seus monólogos longos e constantes quebram completamente o ritmo da actuação, para além de serem estranhamente moralistas e obscenamente condescendentes: é um concerto de rock, não uma missa nem uma visita ao psicanalista.
O João Losa na guitarra, discreto mas impecável, não é o típico guitar hero com grandes solos, mas faz o que pode para segurar o barco com as melodias que tem para tocar e é eficiente nessa tarefa.
O baixista David Félix é um nítido erro de casting. Por muito hipster que possa ser a sua imagem, não cumpre o seu papel essencial de ser a alma da banda. Sintomático e irónico é o facto de na única música em que não tocou, a sua ausência na sonoridade da banda passar completamente despercebida. Os Sex Pistols também tinham Glen Matlock que fingia tocar no seu baixo sempre desligado, mas ninguém reparava porque tinham também hinos, sentido de espectáculo, uma presença avassaladora e letras imortais.
Mas a verdadeira pedra no sapato a impedir que O Abominável possa avançar sem tropeçar constantemente é o baterista Rui Correia. É impressionante como é possível não acertar no ritmo de uma só música e desaparecer debaixo da voz e da guitarra mesmo com uma boa bateria pela frente (alguém lhe mostre vídeos de bons bateristas rock e/ou lhe arranje uns pesos para trabalhar os bíceps porque nitidamente algo não vai bem com aquelas baquetas)!
Com estes ingredientes, seria praticamente impossível termos um bom concerto, o que foi uma pena porque um público tão devoto merecia ter um espectáculo condicente com o ambiente que conseguiram criar naquela sala do Plano B que lotaram.
Melhor música: Jugular. Música mais penosa: Ela Diz.

No Homem, como numa banda de rock, o coração é central.
No primeiro, alguma insuficiência ou falha pode matar, porque o oxigénio não chega devidamente a todos os recantos do seu complexo Ser.
Numa banda de rock, o coração é a sua secção rítmica, normalmente constituída por baixo e bateria, e estando esta ausente ou defeituosa, por mais que o vocalista exsuda carisma e o guitarrista seja um virtuoso, perde-se simplesmente a energia e a empatia que é suposto uma banda emanar, contaminando o público para quem toca.
O coração nunca mente, diz a poesia romântica. E neste caso, é óbvio onde bate bem forte e onde corre o risco de bloqueio arterial.


Texto de Paulo Silva

Fotografias por Raquel Lemos
(galeria completa já disponível em facebook.com/bandcom)




28 comentários:

Moço disse...

Merdas à parte não sei que concerto foste ver. O Bisonte não tocou a imóvel a bateria era uma gretsch.

Anónimo disse...

Tas a precisar de sair mais à rua e ver mais bandas... ai sim, irias escrever de modo diferente. Obviamente que isto é um "suponhamos" acerca da tua intelectualidade.

Luís Miguel Vieira disse...

Então mas deve-se respeitar a música e não "dizer mal", mas respeitar a crítica de opinião pessoal "tá quieto"? Aprendam a lidar com a crítica, mesmo que seja má.

Manecas disse...

Bem, das duas uma: ou o eu ter estado lá não passou de um sonho (e um sonho agradável) ou então... Sr. Paulo, há que sentir a música, há que saber todo o trabalho empregue para a fazer, há que estudar/investigar o percurso dos músicos e questionar antes de escrever sobre.

Não, não escrevo propriamente por haver menos boa... acho que têm de existir (quando merecidas claro), mas sim pela vergonha do teu texto - que mostra claramente a tua imaturidade no assunto, para não ser tão monstro com foste para as PESSOAS.

ps: tiveram 250 pessoas pelo que soube e é engraçado que ao longo do caminho para sair da sala, as expressões e os comentários mostravam exactamente a satisfação que eu senti com os concertos. É, no minimo, muito estranho. Digo eu!

Marco Moura disse...

Meu vai ler código de ética do jornalismo, se queres ter um blog de opinião não te apresentes como uma treta de uma fanzine de net é que ler os teus artigos mata me a rir.

Um Jornalista so tem de constatar factos, NAO OPINAR PESSOALENTE.

Quando aprenderes a separar as coisas vais deixar de ser um simples jornalista de gazeta.

Tiveste o tratamento adequado ao respeito que tiveste para com todas as pessoas que fazem o seu trabalho, e eu como músico e ex estudante de comunicação sei o que digo.

Boa Sorte.

Anónimo disse...

Se eu vos fizer uma critica corrosiva também a terão de aceitar mediante os parâmetros da vossa própria conduta, por isso: Que Review nefasta, nota-se claramente na forma como esta redigida que cumpre com tudo menos com a ética da escrita na área jornalística. Vergonhoso é um eufemismo caro para descrever o que eu acho do texto.
A opinião tem a liberdade de ter os seus próprios limites, e é isso que distingue as pessoas que têm a classe de a manifestar de uma forma, e os novos "intelectuais" que a manifestam com um sentido omnipresente e sem espaço para os outros respirarem, por isso meu caro, se o oxigénio falha, é porque provavelmente esta a respira-lo todo, não deixando algum para as restantes pessoas.

Como diria Pierre Reverdy - "A ética é a estética de dentro."
E mediante o ponto de vista desse senhor, acho estão a precisar de uma nova decoração, uma mais humilde para com vocês e para com aquilo que querem representar, mas é apenas a minha crítica.

________________ disse...

Bem! Resumindo isto: «Ó Paulo, muda de galho que para este está alto de mais!

Anónimo disse...

Não era o glen matlock que tocava com o baixo desligado, mas sim o sid vicious

BandCom disse...

Moço, obrigado pela correcção ;)

João Castro disse...

Curiosamente, depois de ler isto, deu-me vontade de lá ter estado.Infelizmente não consegui.
Duas grandes bandas do Porto, com quem felizmente já partilhei o palco, portanto posso dizer que sei que ambas remam no sentido correcto, trabalham.
A imaturidade efectivamente nota-se, mas não nas bandas.
Não conheço o autor, mas seguramente não é um critico de música.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

O Abominável é pura cacofonia. O Bisonte é uma das melhores bandas de rock nacionais. A única coisa em que o artigo falhou? Na música não tocada pelos O Bisonte. O resto? Tudo aquilo que devia ser dito. Pá, não se iludam: O Abominável, bem sei que me ouves, não se iludam.

Um jornalista deve relatar factos, não deve opinar? Essa foi a melhor piada de sempre. Desde quando não se deve opiniar quando se critica música? Pá, a sério: vocês dão-me vontade de rir.

amilcarsoares1@gmail.com

James J. Braddock disse...

A industria musical é reinada pela cacofonia e por todos os outros lados da música. Não começa tudo por se-lo? Os Sex Pistols eram uma banda a qual a palavra cacofonia caberia e depois transformaram-se em percursores da história musical, os Neubauten, os Sonic Youth igualmente, e merecidamente. É desse sangue que a arte evolui, do ridículo ao lógico, do impertinente ao pertinente. E se o senhor é daqueles que acredita que isso é ilusão, não sei qual é a crença que lhe motiva a vida, persistir é o triunfo da causa, e enquanto se persiste, amasse.

E sabe porque é que todos os críticos de algo são maus? Justamente porque opinam, mas em certa forma a sociedade não vive sem eles, porque as pessoas sempre precisaram de um líder, de vozes, sejam elas as mais minúsculas de sempre, e os grandes artistas, esses nunca viveram deles para nada. Conheço-os bem, bem demais para o seu comentário se tornar em algo tão ridículo como aqueles que acreditam naquilo que o senhor acredita. E não passa disso, uma batalha de opiniões que se divergem. Por isso vamos passar este momento a rirmos-nos um do outro, posso-lhe garantir que já estou a contribuir para esse belíssimo serão. Ah, e não se iluda, bem sei que me ouve.

António Conceição disse...

A verdade é que, de quase todos os ângulos, não deveria estar a escrever aqui nem opinar livremente sobre esta crítica musical ao concerto dos "O BISONTE + O ABOMINÁVEL", mas sendo a prévia reportagem um precedente aberto ao abuso de poder/responsabilidade de informar com opiniões indevidas, sinto que a legitimidade me cai no colo como os dedos aceleram no teclado. E também, da música pouco me apetece falar porque de música pouco li. E antes que se levantem as bandeiras, iço eu as minhas cores: estou do lado das bandas, naturalmente.
Como músico, quase nunca gosto de críticas musicais. Sejam elas boas ou más, embora haja excepções. Mas a verdade é que, tal como as bruxas, elas existem e têm o seu papel sobre o consumidor (porque sim, arte e tal, mas a música é um produto consumível tal como a gasolina, tal como a água - precisa-se mais do que se gosta) e por isso estão à mercê de serem bicadas por cobardes predadores que fazem da dieta necrófila razão de “medalhagem” e exaltação.
Um músico, na sua essência, é um crítico da sua própria música e é, em todas as medidas, suficiente para comunicar, fazer sentir e até, nas sábias palavras de um Paulo Silva, ser "estranhamente moralistas e obscenamente condescendentes". É que sabe, para se legitimar estas gordas frases não se escrevem textos destes. Pois a mediocridade não é apontada por ninguém, apenas transpira destes parágrafos, e tal como o Paulo, estou apenas a recontar o que aconteceu, ou no meu caso, o que li. E darei uma outra dica, não se é moralista ou condescendente com o que se diz, apenas é-se, tal como se é líder ou simplesmente jornalista. Como outro comentador, Luís Miguel Vieira, diz em resposta a alguém: "Aprendam a lidar com a crítica, mesmo que seja má."
Mas qual o cego mais cego do que aquele que não quer ver? Ou melhor, qual é o tonto que acha que nada sabe?
Bom, certamente aquele que quando de música fala, de moda também costura. Não seja fútil, Paulo Silva, é igualmente pouco abonatório à sua vontade de ser jornalista. É que a única manifestação "hipsteresca" aqui é sua. O Paulo Silva não transparece nem genuinidade nem seriedade profissional. Pelo contrário, tem uma amadora habilidade de TENTAR denegrir alguém dando tiros no pé com balas de inaptidão intelectual para sequer criticar com sucesso alguém que se apresenta genuíno (com defeitos, qualidades, cordas desafinadas, etc.). É que um "hipster" é alguém que se impõe e julga aquilo que não é "hip", "cool". É um fascio dos novos tempos, um blogger sanguinário, um herdeiro de memórias que não suas (sim, estou-me a referir à sua muito infeliz menção aos Sex Pistols, muito infeliz. Saberá o senhor tanto deles como os seus "hipsters" saberão da "Beat Generation").
(...)

António Conceição disse...

(Continuação)
Não posso deixar de referir também que a sua qualidade como "bully" é tão parca quanto a minha vontade de o engolir. Fazer amigos com "bullying" pode resultar, se souber particularmente com que bandas está a lidar, e de onde. É que estas duas bandas têm história juntos. Uma apoia a outra, afincadamente. Nascem de algo exterior à música.
Saber isto sim, é talvez saber um bocadinho mais de música como repórter.
E por isso, não se admire que não seja um “manager” que faz contratações "on the spot", que vislumbra o divino naquilo que é óbvio e já sagrado a todos. Constatar que O Bisonte já merecia ter outra projecção é tão inútil como citar Lili Caneças.
"Being tight as (a) baby's behind" não mostra mais do quão pouco ampla será o seu léxico de apreciação sobre o que é uma banda boa. Tomo o exemplo dos Jon Spencer Blues Explosion, dos White Stripes, dos Sex Pistols, de Frank Zappa, de Manel Cruz (até), de Nirvana, de Alice in Chains, todas bandas que ao vivo primavam por não serem “tight”, por serem expressivas e dinâmicas, por não se preocuparem com “bpm”, cordas desafinadas, “Crash” e “Cymbals” no 1 ou no 3. Com isto, quero dizer que O Bisonte tem outra expressão, detém um léxico extremamente apurado, essa versatilidade impecável. Outros não se expressam assim.
E, "by the way", releia as suas frases em inglês num "Word", ou mostre à mãe e ao pai, antes de publicar erros de gramática próprios de um "SWAGGER" informático e de pseudo-jornalista com recalcamentos de grandeza opinativa.
Vai-me perdoar, mas mais vale guardar as fraquezas debaixo do boné do que tentar “instagramar” jornalismo de pouco conteúdo.
Ah, e gosto muito das fotografias.

Anónimo disse...

Paulo se o texto do António Conceição estiver a ser de difícil leitura e assimilação basicamente o que ele te está a dizer é "vai para o caralho". Não percas mais tempo nisto...

BandCom disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anónimo disse...

Quem escreve isto é Emanuel Graça.

Apesar de estar associado ao BandCom, vou falar em nome próprio. Depois de ouvir o EP d'O Abominável e apesar de não ter estado no plano B:

Quanto a O Bisonte - não há dúvidas, são uma das melhores bandas rock portuguesas do momento. Nem sequer vou perder tempo com isso. Quanto à música não tocada? Certo, compreendo o barulho à volta disso. Aí o BandCom falha.

Quando a O Abominável - depois de ouvir o EP deles, concordo quase a 100% com a análise do Paulo, mas acrescento-lhe mais: é tão nítida o plágio a Manel Cruz (a primeira música é tão cópia de Supernada, de uma música chama Anedota. nasce tudo a partir daí, pode vir o papa desmentir-me que não mundo de opinião). Existe uma própria tentativa de soar a O Bisonte, bem enaltecido ali pelas vocais. O baixo, o baixo... como li algures numa reportagem sobre este mesmo concerto "há traços de Peter Hook". Epá, gargalho tanto com isso. Melhor que as piadas do Nilton. Mas nada contra, cada um pode falar de música da maneira que a sente: a minha maneira de sentir a música de O Abominável é que já a ouvi em alguns sítios, mas muito melhor. Até os Sonic Youth e os Sex Pistols já foram merda? Verdades, James. Mas pá, comparar O Abominável com esses nomes é... nem sei. Não vou dizer que devam sair à rua para ouvir música melhor, para isso existe a internet e não quero ser conselheiro de ninguém. apenas vos peço que sejam menos lunáticos e que saibam aceitar críticas, tal como o BandCom as sabe aceitar. Para mim podem ser a pior merda do mundo, mas haverá sempre gente a gostar - e ainda bem. Vá agora, vocês todos, comentadores deste post, ide p'ra casa ouvir o EP, se é isso que pretendem. E comprem-no, já que gostam assim tanto d'O Abominável.

E desculpem-me escrever de uma maneira tão pouco informal, mas não preciso de me servir da internet para mostrar aquilo que sei e etc.

Um abraço a todos, e força aí: continuem a rockar.

SÓCIO PAGANTE disse...

Anónimo disse...
O Abominável é pura cacofonia. O Bisonte é uma das melhores bandas de rock nacionais. A única coisa em que o artigo falhou? Na música não tocada pelos O Bisonte. O resto? Tudo aquilo que devia ser dito. Pá, não se iludam: O Abominável, bem sei que me ouves, não se iludam.

Um jornalista deve relatar factos, não deve opinar? Essa foi a melhor piada de sempre. Desde quando não se deve opiniar quando se critica música? Pá, a sério: vocês dão-me vontade de rir.

amilcarsoares1@gmail.com
1 de Março de 2013 à0 02:05


O jornalista deve se abster de opinar ou emitir juízos de valor ao relatar um fato ou redigir uma notícia. O jornalismo crítico não depende da opinião de quem escreve: o simples registro ou confronto de dados, informações e opiniões alheias pode ser muito mais contundente que a opinião de um jornalista. Quando uma notícia envolve opiniões divergentes, o jornalista tem obrigação de relatar essas diversas versões ao leitor.
Aqui neste comentário do Sr. Anónimo (amilcar soares) tmb falharam algumas coisas.. O abominavel aqui não ouve.. lê, porque se ouvisse aqui a cocofonia era mesmo sua...e quanto ao se iludirem é o Sr. que diz, eles não se iludem, iludido vive um senhor num país que virou selva e o que lhe dá para rir são mesmo as suas opiniões que sinceramente de nada valem. Agora sou eu que digo vc dá-me vontade de rir pá!

João Pedrosa disse...

Calma, Calma, não é necessário forçar Emanuel.
Como diria o Paulo Silva "é óbvio onde bate bem forte é onde corre o risco de bloqueio arterial."

Anónimo disse...

Emanuel Graça ANEDOTA É A BANDCOM!

BandCom disse...

Não que tenha em alguma medida de fazer qualquer comentário, mas neste caso há algumas situações que convém salientar:

- Agradecemos quem atenta contra factos com factos, repudiamos quem atenta contra opiniões simplesmente por não saber conviver com estas. Agradecemos por isso as correcções apontadas ao texto produzido e aos erros que dele constaram, por lapso.

- Ignoramos por completo qualquer tipo de comentários anónimos.

- Não perdemos o nosso tempo com nada. Damos atenção a tudo o que assim o merece, através das diferentes plataformas onde nos movemos. Nenhuma banda se apresenta em palco sem ter trabalho feito. A partir do momento em que as luzes acendem, cabe aos músicos cativarem a sua plateia, o que fizeram. Nada há a dizer em relação ao trabalho que desenvolvem, nada impede que o seu trabalho seja revisto de uma forma crítica e objecto de uma opinião, quando ainda por cima temos leitores de todo o Mundo que procuram pelo melhor da música portuguesa.

- A formação original dos Sex Pistols tinha Glen Mathlock como baixista. Tudo o resto que se lê contra o que é dito são opiniões que respeitamos mas com que não temos de concordar.

- No meio musical, o simples acto de apelidar algo de "pop-rock" já é uma opinião "per se". Este artigo é um artigo de opinião escrito como qualquer um de vós o poderia ter feito. Simples: trata-se de aceitar ou não as opiniões alheias e de uma matéria de deslealdade intelectual face a situações em que as vossas opiniões são comentadas ou tecem comentários sobre opiniões que lêem.

- Gostávamos de ter o mesmo feedback quando escrevemos outros textos. Infelizmente, isso não se verifica, exceptuando exemplos recentes onde se atenta contra opiniões que não têm que ler se não o quiserem fazer. Nada do que aqui está são dogmas ou muito menos conceitos - tudo situações em que o grau de objectividade é maior -, apenas opiniões.

- Para encerrar, agradecemos todas as vossas opiniões e esperamos continuar a contar com a vossa atenção e com as vossas leituras atentas ao que escrevemos.

Atenciosamente

André Gomes de Abreu

Anónimo disse...

qdo li tanta agitação em volta do artigo de opinião sobre o Abominável pensei: "quem escreve deve ter sido um crítico de um órgão de comunicação, alguém com experiência e trabalho reconhecido pelos pares".
Fui ver e era alguém que escrevia num blog :s Quem é que não tem um blog e escreve o que lhe vai na alma?
Todos temos direito à nossa opinião. Quantos críticos, daqueles ditos conceituados, não dizem mal de grandes bandas ou filmes de realizadores consagrados?
Meus amigos, se eu fosse más línguas, até afirmava que dizer mal do Abominável serviu o propósito - publicitar um blog desconhecido de um zé ninguém qualquer.
Sabem que mais? Vou ali criar um blog para dizer mal deste frio e já venho!

Anónimo disse...

Há boas pomadas para isso, anónimo 552 :)

António Conceição disse...

Bom, não é minha intenção perlongar esta conversa, mas de facto, tanto por vozes anónimas que se sentem atacadas (e julgo que não serão as de um Paulo Silva) como a voz do Director-Geral, que é impossível manter a opinião ou verbo contido.
Numa altura em que Portugal se ergue para reivindicar aquilo que é eticamente condenável eis que persiste dentro de um universo microscópico, chamada Bandcom, o reflexo da cobardia institucional. Esta tão bem adoptada pela escumalha governativa do meu país.
Deixem-se de intervenções moderadoras. Não são necessários moderadores para uma conversa e uma troca de opiniões, pois se de superioridade intelectual ou de snobeira magistrária se tenta evitar, é precisamente nestas entradas cavalgantes de Cavaleiros Brancos que se revelam as verdadeiras intenções de cada intervenção.
E isso chateia-me. Chateia-me porque afinal quem é que não sabe reconhecer erros? Qual o Director-Geral que perante factos, e não opiniões, de conduta incorrecta (e sim, sejam elas boas ou más críticas) não terá a ombridade, o bom senso, a moderação de em privado fazer reconhecer os erros que a sua própria equipa, extensão da sua liderança, poderão cometer.
Como é que não se entende que independemente de se falar de Abomináveis, Bisontes, ou doninhas, se quer falar na pluridade daquilo que representa o trabalho feito com rectidão, orgulho e honestidade intelectual. É que são estes os valores universais que uma nova geração como aquela que é representada pela Bandcom deveria promover. E não aquela que à face dos chamados "críticos da berra" determinam no seu trabalho o nível de exigência do mesmo. Lamento que se a Bandcom se guia por tais valores, que não passa de uma tentativa concertada por pequenês e amadorismo para puxar algum portagonismo a seu nome. A isto se cita: "Os senhores estão falidos e ainda não sabem."
Não darei exemplos do que se deveria fazer, do lado da Bandcom, porque não dou conselhos a "organizações" gratuitamente. Mas direi, uma última vez, aquilo que não esperava ouvir.
Não esperava ver a fraqueza de Paulo Silva reflectir-se na intervenção do Director-geral. Afinal, é preciso vir o chefe defender um duelo intelectual?
Não esperava que se sublinhasse tanto a questão dos Sex Pistols, que claramente neste blog só se poderia continuar a mal impregar o exemplo, dado que lá de cima também não se conhece a história toda.
No seguimento do anterior ponto, não esperava que me viessem dizer, perante tanta lama verbal, que ainda não se sabe distinguir factos de opiniões.
Não esperava que no decorrer destas reflexões a Bandcom não assumisse inteiramente o que é: um site de jornalismo musical? um blog de opinião? um blog de crítica musical? uma churrascada de vizinhos? É que às vezes, se não quase sempre, não se pode ser tudo. Pode-se, e deve-se, ser aquilo que se é de forma transparente.
Não esperava que a Bandcom se assumisse como uma referência para se encontrar o que de melhor da música em Portugal se faz. Pois é na humildade que se encontra o que de melhor há, seja em que parte do mundo se estiver.
(...)

António Conceição disse...

(Continuação)
E por fim, não esperava que me viessem com a treta do "Gostávamos de ter o mesmo feedback quando escrevemos outros textos. Infelizmente, isso não se verifica, exceptuando exemplos recentes onde se atenta contra opiniões que não têm que ler se não o quiserem fazer. Nada do que aqui está são dogmas ou muito menos conceitos - tudo situações em que o grau de objectividade é maior -, apenas opiniões." É que só faltava isto. Então é para se debater ou não? É para se falar ou não? Agora também me querem dizer como comer de faca e garfo?
Sabem que mais? Não voltarei a este site e não esconderei aquilo que penso dele e desta organização.
É um mau serviço que se voluntariam a fazer. Não o vou promover desta forma, mas se me perguntarem, saberão os senhores o que disse.
Para acabar, alguém que interpretou a minha última intervenção como: "...o que ele te está a dizer é "vai para o caralho"." Gostava só de dizer que isto não é verdade.
Não mando ninguém para o caralho. Tenho sempre a cordialidade de o pôr lá.

Anónimo disse...

Bom texto, António. Acho que podes começar a escrever para um blog.

Anónimo disse...

hombridade Camarada António. é só usar o corrector ortográfico.vai ver que não dói nada.

Luís disse...

Tanta conversa por causa de duas bandas que não valem a ponta dum corno.

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