Mostrar mensagens com a etiqueta Murmurio Records. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Murmurio Records. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Gobi Bear - Mais Grande EP (Murmúrio Records, 2012)


Gobi Bear foi o nome escolhido, por um jovem rapaz de apenas 21 anos, para apelidar o projecto a solo que criou em finais de 2010. Diogo Alves Pinto nasceu em Guimarães, mas foi em Coimbra que decidiu pegar na sua guitarra e embarcar nesta aventura pelo mundo da música. Um folk leve com bonitos arranjos e sobretudo marcada pela simplicidade, é o que Gobi Bear tem para nos oferecer. Já com 3 EPs na bagagem, a inclusão na selecção dos Novos Talentos Fnac 2012 e uma já considerável lista de concertos ao vivo, como a presença no Festival Rock’Art Bairrada 2012 (ler, aqui, a reportagem do seu concerto), o Festival Bons Sons 2012 (ler, aqui, a reportagem do Bons Sons) ou a abertura do concerto de Matt Eliott no Ritz Clube, em Lisboa.

No início desta semana surgiu o seu terceiro e Mais Grande EP, sucedendo a Demo e LP EP, com o selo da Murmürio Booking, agência da qual projectos como, por exemplo, os Birds Are Indie ou Stereoboy também fazem parte. Nesta pequena amostra de cerca de 15 minutos, Gobi Bear confirma as credenciais que já trazia das suas anteriores edições. Canções igualmente bem construídas e com a simplicidade a que nos habituou mas que não deixam de soar frescas e nos parecem devolver as bonitas tardes de Verão que já lá vão.



O início deste conjunto de cinco canções é feito com Summertime. Alegria, sol e verão é o que nos é transmitido neste tema curto, de poucos arranjos e de uma leveza tão grande que nos soa como um sopro ao ouvido. Segue-se 3 Feet, canção que já tinha sido apresentada em Setembro. Menos solarengo que Summertime, este tema apresenta-se igualmente puro e com uma beleza inexplicável de cada som que se solta da guitarra e cada arranjo instrumental que Gobi Bear utiliza.

Eis que surge, na minha opinião, a faixa mais bonita deste EP. Joanna é aquele folk sentimental que nos aconchega neste começo de Inverno. É apaixonante a forma como Diogo consegue envolver a sua voz com os sons que saem da sua guitarra, facto que aliás se pode denotar em praticamente todas as suas canções.
My Mind é o tema que se segue no alinhamento do registo, e que apesar de surgir apenas no terceiro  lançamento de Gobi Bear, foi a primeira canção a ser composta pelo próprio. Tal como nos restantes temas deste EP, Diogo mantém a simplicidade a que nos habitou, no entanto nota-se aqui e ali um maior cuidado na sua elaboração e uma exploração de novos sons que tão bem assentam.

O fim deste EP (e que difícil seria arranjar melhor fim!) dá-se com o “mais grande” tema Lisbon, todo ele instrumental, facto algo inovador no reportório do músico. Esta canção tem tudo o que se pode esperar de um grande artista, é a prova, ainda que não necessária, que Diogo sabe como ninguém manejar a sua guitarra.

Em suma, está aqui um belo terceiro EP, que apesar de não ser grandemente inovador em relação ao trabalho realizado anteriormente, não deixa de nos encher a alma e nos pôr um sorriso na cara. Mais Grande são aqueles 15 minutos que nos sabem bem em qualquer ocasião.

No que diz respeito a concertos, em Novembro Gobi Bear estará por Lisboa já no dia 8 e 9 para cinco showcases, estará em Tomar no dia 16, Valado dos Frades no dia 17 e finalmente em Coimbra no dia 24. Para mais informações estejam atentos à sua página de Facebook.

Classificação Final – 7.5/10

Diogo Marçal




domingo, 5 de agosto de 2012

Birds Are Indie - "How Music Fits Our Silence"




Os Birds Are Indie são um duo que vem de Coimbra, mais propriamente um rapaz e uma rapariga chamados Ricardo Jerónimo e Joana Corker. Começaram a fazer música em 2010 de forma bastante simples e descomprometida (tal como os próprios dizem, não são músicos) e nesse mesmo ano lançaram 2 EPs Love Birds, Hate Pollen e Life is Long através da netlabel Mimi Records. Apesar da simplicidade tanto nos instrumentos utilizados como na construção das canções, a pop descontraída dos Birds Are Indie cativou a crítica e o público o que lhes valeu concertos por todo o país destacando-se a presença no Festival de Música Independente em Braga, Musicbox, no Festival Novos Talentos FNAC ao lado de bandas como os PAUS, Memória de Peixe e We Trust, bem como recentemente uma pequena tour por várias cidades espanholas.


Em 2012 lançaram o seu primeiro longa-duração intitulado How Music Fits Our Silence, gravado pela editora Murmürio Bookings (criada pelos mesmos) e com a importante participação de Henrique Toscano. O álbum é composto por 12 temas que vêm na sequência do brilhante trabalho das anteriores edições, apresentando a mesma simplicidade na construção das canções, o mesmo amor, aliados a uma maior maturidade e profissionalismo (mas não em exagero!), deixando os ouvintes com o mesmo sentimento de paixão. Estamos assim na presença de um disco que apesar de não muito inovador em relação aos EPs acaba por não ser repetitivo, o que faz dele um excelente álbum de estreia.


Faixas curtas, instrumentos acústicos, letras de amor e sobretudo suavidade em ambas as vozes são a receita de um disco que encanta logo à primeira audição. Marcado por uma grande homogeneidade entre todas as faixas, é difícil de destacar qualquer música de um disco que funciona tão bem como um conjunto. Começo talvez por destacar “Needless to Say”, uma canção que mostra que não é preciso um sem número de acordes e de instrumentos para fazer uma bela canção. Segue-se “Black Sun” e a belíssima “I Will Say It In Your Face” que nos deixa uma enorme vontade de cantarolar.

Já na segunda metade do disco surge “A Bad Hair Day”, faixa na qual é impossível resistir a uma assobiadela e estalar de dedos e no final fazer um repeat (que pena serem apenas 2 minutos!). Até ao final do disco podemos dizer que é mais do mesmo, canções puras, feitas com tanto amor e que não nos poderiam soar melhor na cabeça.




Com tantos dissabores e tristezas que este mundo nos dá, nada melhor que How Music Fits Our Silence para nos aconchegar e fazer ver que afinal o mundo está repleto de amor para dar, tal como o Ricardo e a Joana fazem questão de nos transmitir. Um autêntico disco de cabeceira para nos embalar em belos sonhos.

Continuem a contar-nos histórias de amor que nós gostamos de ouvir!
Diogo Marçal




Twitter Facebook More

 
Powered by Blogger | Printable Coupons