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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Frankie Chavez

Rock / Blues





Frankie Chavez actua em formato one-man-show. Hoje em dia, quando cá se ouve falar neste modelo de actuação, inspirado nos primeiros músicos de blues, que usando os pés para a percussão e as mão as para a guitarra, contando com a eventual ajuda de uma harmónica, pensa-se no mediático Legendary Tigerman (Paulo Furtado). Mas Frankie Chavez pouco tem a ver com o projecto a solo do também líder dos Wraygunn.

Tem uma sonoridade mas rock e pop ao mesmo tempo, sendo um pouco mais técnico do que o músico de Coimbra. Frankie usa e abusa do slide, quer quando toca em acústico ou com mais distorção. A percussão acaba por ser variada, havendo tarola, baixo, por vezes pandeireta. Por vezes, também recorre a wah-wah e a loops para mostrar a sua música. Mas o grande destaque é mesmo a forma como o slide toma destaque em tudo o que Frankie toca. É o calor da música que ele produz, alternando entre o country, o blues e o folk, trazendo à tona a versatilidade do artista.




As letras escritas por FC retratam viagens, andanças de um lado para o outro, à boa maneira blues. É também dos poucos músicos toca guitarra portuguesa à maneira blues (ouvir "The Search"), isto é, com as notas e os arranjos deste estilo, sem que se perca a sonoridade lusitana do instrumento. Fez a banda sonora de "Pare, Escute e Olhe", um documentário sobre a resistência ao fim do serviço do comboio da linha do Tua, da autoria de Leonel de Castro.

O artista prova-nos que o estilo de One Man Band está longe de estar incompleto quando realmente se tem talento. A panóplia por ele usada - vários pedais, vários elementos de percussão, 2 microfones, o slide - tudo isso ajuda muito à qualidade da sua música, mas não deixa de haver puro talento ali presente. Quer no fabrico de um blues melancólico, quer num mais ritmado e quente, Frankie Chavez é um valor enorme da música feita em Portugal.

(Para fazer download do seu disco, registe-se gratuitamente na Optimus Discos e descarregue o disco)


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Descubra mais em:
http://www.myspace.com/frankiechavez




terça-feira, 5 de outubro de 2010

Tiguana Bibles



Rock / Blues

O blues rock, desert rock, e seus derivados, transportam-nos sempre para outros tempos, outros desertos, de onde eles vieram originalmente. Viagens longas e áridas, pensamentos turvos, já isso foi tudo falado. Mas em Tiguana Bibles ganha mesmo um sentido cinematográfico. É a banda sonora do filme que ainda está para ser feito, talvez por ter que ter um filme à altura do acompanhamento musical.

Neles encontramos a sensualidade da voz feminina de uma forma provocante, descrevendo um universo que já vimos mesmo em qualquer lado. A música é compassada, dando algum azo à melancolia tão inerente ao blues mais antigo. Mas os tons que sentimos aqui são de western, absolutamente! É com os Tiguana que nos vamos lembrar de todos os filmes do Clint Eastwood, os mais antigos, todos os westerns, todas as fotos de aldeias antigas do deserto, amores perdidos ali no meio.. Está aqui uma caixinha com esse universo todo.

E mais uma vez, a voz. É ela o pêndulo da banda. Tracy Vandal é a senhora que se segue, escocesa e dona de um dote vocal incrível. Não é a voz mais forte, mais flexível, não é a melhor voz de sempre. Mas é incrível. O tom que confere à música é simplesmente perfeito. Talvez pelo seu inglês perfeito e dicção limpíssima, talvez pelo facto de ser tanto grave como aguda. As guitarras que a acompanham desenvolvem-se pelo reverb e ligeiro delay que nos transporta instantaneamente para os anos 50 e para o lado menos bonito do Beach Rock.

O baterista é o vocalista-baterista dos já rodados Bunnyranch, e os restantes membros têm alguma experiência de projectos anteriores. É uma banda muito evoluída, apesar do género que tocam. Não se consegue afastar o conceito de música cinematográfica ao ouvir os Tiguana, há músicas realmente talhadas para certos filmes. Música e cinema, duas artes permanentemente de mãos dadas, quando se tocam de uma forma mais intensa, bandas como esta surgem da melhor forma possível.

www.myspace.com/tiguanabibles




quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Born a Lion



Blues

Se os Wraygunn nos transportam para um saloon aos tiros, com aquela confusão que todos já vimos em filmes, os Born a Lion levam-nos mais a contemplar a paisagem dos desertos americanos ou a vibrar com uma perseguição a cavalo pelo deserto. Por outras palavras, Born a Lion é menos explosivo, mas conseguimos sentir as raízes da música country, blues - ler western - todas presentes nas suas músicas. Todos os slides, as baterias trepidantes ou só levemente presentes, a electricidade dormente das guitarras, a voz funda e grave do vocalista, tudo isto nos leva para outros tempos e outras paisagens.

Trazem-nos um cocktail de blues e country. Tanto acústico como eléctrico, conseguem concretizar com sucesso o difícil balanço entre os dois. A voz é um elemento fundamental da caracterização da banda e da música que esta cria. Tem uma personalidade própria, cavernosa e tocante ao mesmo tempo, rematando-nos para uma atmosfera de contemplação dos grandes desertos americanos ou simplesmente para uma grande viagem com um destino incerto, mas com imensa vontade de lá chegar.

A complexidade não impera na música da banda, sendo o ponto que talvez lhes falte, a imprevisibilidade dos solos, a mudança radical de estrutura da canção, ainda mais rasgos vocais, solos explosivos, elementos expansionistas que causem admiração e espanto dentro de um estilo que ainda hoje continua a mostrar o que vale. O destaque, a nível instrumental, vai mesmo para a guitarra ritmo, ou ainda mais especificamente, para o tom escolhido para a guitarra. Este "tone" é muito sujo, e combina muito bem com as linhas de baixo, simples mas marcantes. Também é muito equilibrado pois está distorcido mas não demais.

Soldier Blues mostra-nos uma raiva herdada dos Led Zeppelin, já reproduzida pelos Wolfmother do outro lado do planeta, mas ainda assim fresca o suficiente para nos fazer sentir a força do hard rock criado nos anos 70 e 80. Ele ainda cá anda e por vezes parece que está mais forte do que nunca. A reter, fica este desert blues rock dos Born A Lion, a manter a chama do Hard Rock não só viva, como bem atiçada.

MySpace: http://www.myspace.com/bornalionband




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