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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Walter Benjamin - The Imaginary Life of Rosemary and Me



É através de 8 canções que nos chega este "The Imaginary Life of Rosemary and Me", de Walter Benjamin. Já aqui o tínhamos entrevistado e falado do álbum:


"A ideia inicial era captar a essência de "Nashville Skyline" do Bob Dylan, todos os músicos numa sala a tocar, a fazer o álbum em 3 dias apenas, mas não conseguimos ir por aí porque, depois de fazermos a primeira volta de gravações aqui em Lisboa, levei o trabalho para Londres para uns novos overdubs, e tornou-se em algo distinto do original. Mas ainda assim, quis sempre manter o tom orgânico e directo do álbum. (BandCom, 2/3/2012)"


É de Dylan e de Leonard Cohen que nos lembra-mos aos escutar os arrastados acordes de cordas de aço que vão soando durante as músicas, os coros que acrescentam calor à melodia, o órgão hammond que, vertiginosamente, nos atrasa uns bons anos no tempo. O tom pessoal e quase íntimo com que Luis Nunes a.k.a. Walter Benjamin canta modela o aspecto de songwriting que faz parte do conceito do projecto.

As influências são várias, desde o folk ao pop, até ao rock, passando por vipes tropicais. Em "High Speed Love", na minha opinião a melhor do álbum, sentimos o calor de um rock reencontrado no tempo, entrelaçado numa harmonia viciante. No decorrer do álbum, percebe-se a intenção base do disco: criar uma identidade e uma história através de canções. E esse objectivo é atingido, o disco acaba e pede para ser tocado outra vez. É rápido e pedia mais uns minutos!
Com ele toca a banda que sempre o acompanhou, João Correia & Nuno Lucas (Julie & The Carjackers) na bateria e baixo, e ainda Márcia, Francisca Cortesão (Minta) e AnaMary Bilbao nas vozes, Nick Mills e Duncan Brown nos metais, João Paulo Feliciano no Hammond, Bruno Pernadas na guitarra eléctrica e B Fachada numa espécie de supervisão musical do registo. Além da qualidade musical, este disco contém colaborações muito interessantes que vale a pena conferir. 




terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Norton

Pop / Electro Rock



Norton é aquele tipo de bandas que se tem vindo a especializar no equilíbrio entre o pop-rock e o electro. Já não é possível fazer essa distinção, pois além de ambos serem usados na mesma quantidade, os seus elementos estão completamente misturados. Antes acontecia uma banda ter uma forma tradicional rock, munida de um dj ou de um sintetizador. Mas o que aparece mais actualmente é a mistura de samples de beatlines com a guitarra ou o baixo da música convencional. Se antes os elementos de dj eram um pequeno acrescento, agora tornaram-se actores principais.

Esta banda de Castelo Branco traz-nos um pop samplado, tanto melancólico-dançável como groovy-dançável. Mas sempre a apontar para as pistas, seja qual for o mood. Também se faz sentir uma intenção de prog music, o final da música fornece sempre uma perspectiva mais completa da mesma, na riqueza dos elementos musicais que a constituem, sem que algum seja abafado por outro, havendo sempre complementaridade.





Lançaram recentemente o seu novo single, "Two Points", mas no passado já tinham lançado o Make Me Sound E.P. (2003), Pictures From Your Thoughts (2004). A música com mais visibilidade é um cover do "Pump Up The Jam"(1989), dos Technotronic, em que está reflectido toda a análise que foi referida: o equilíbrio electro-pop está lá sem tirar nem pôr, muitas influências juntas, uma só sonoridade tão personalizada.



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Vem aí novo álbum, que foi gravado em 2010, a sair até Março/Abril, isto depois da banda ter vindo de uma tournée pela Europa e de uma das suas faixas ter feito parte da banda sonora de "Um Funeral à Chuva", filme português realizado por Telmo Martins.





segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Aurea


http://www.myspace.com/aureaoficial

Soul

Tudo começou com participações em bandas sonoras na televisão portuguesa, com "Okay Alright", um música com um cheirinho a verão e a reggae, de 2008. Agora em 2011, chegou ao primeiro lugar do top de vendas nacional. Os mais desconfiados vão estar a pensar que, tendo em conta que está em primeiro do top, e é portuguesa, a música não pode ser boa. Infelizmente o top de vendas português brinda-nos com esse facto de vez em quando.

Não desta vez! Áurea tem uma voz na mesma onda que Duffy, um toque de Amy Winehouse também, mas muito natural, nada é muito forçado nos seus rasgos vocais, percebe-se que está a fazer aquilo da forma com que sempre o fez. De notar que Áurea não teve formação musical prévia, e cresceu a ouvir e a cantar fado.





Aparte da sua enorme voz, o background instrumental que a acompanha está à altura de uma cena musical soul avançada. Temos piano, orgão blues, sopros típicos como os trompetes e sax (brass no geral), backing vocals e a guitarra com um toque muito funk. Em "The Main Things About Me", até ouvimos o baixo a solar como se estivéssemos a ouvir uma jazz band. Nas faixas "Busy For Me" e "The Only Thing That I wanted" temos um soul mais tranquilo, calmo e suave, mais romântico no sentido lato da palavra. Soul não é soul sem este tipo de canções. "No no no no" oferece-nos um registo que chega a soar a rock n roll, mas que nunca larga a sua raíz do RnB mais antigo.




É uma lufada de ar fresco na nossa cena musical. Uma grande voz, muito bem acompanhada, que interpreta um estilo que já foi muito usado de uma forma, ainda assim, cativante. Chegou ao top pela sua grande voz. E apesar de ter participado com uma música numa novela portuguesa, não é só por isso que chegou aonde chegou, pois uma voz destas teria que lá chegar obrigatoriamente.





terça-feira, 5 de outubro de 2010

The Poppers


THE POPPERS 2010 | The  Poppers

 


Pop/Rock





O rock sofreu alterações várias na segunda metade do século XX. Desdobrou-se em mil e um géneros diferentes, que estão cada vez mais seguindo caminhos divergentes mas que ainda assim têm sempre um ténue pano de fundo em comum. O rock nasceu, enraizou-se nas décadas de 50, 60, ao tornar-se no género musical oficial da cultura do ocidente. Aí o rock ganhou força, e apareçeram as super bandas (inglesas) ainda hoje são tão recordadas.





O que fazem Os Poppers não é tocar o que eles tocavam , eles recriam o espírito musical da época, diga-se. Está presente nas suas músicas todo aquele despontar do Rock n Roll e o seu amadurecimento musical, quando este género perdia os seus toques mais "naíves" e ganhava asas para algo maior e global. São músicas alegres e contagiantes, positivas e constantes, cheias de energia latente.





E simples, já que "back in the days", o segredo era a simplicidade, e digam o que disserem continua a ser. A música mais difícil de fazer é a boa música pop, com a estrutura de sempre. Algo que não se consegue descolar dos Poppers é a constante Beach Wave, nos toques suaves das guitarras, nos curtos jogos de vozes, alguns coros, a ocasional harmónica, os solos usados. Uma coisa que também sobressai é a óbvia confiança com que esta banda se atira a refrões orelhudos. É como se o seu gosto pela música fosse perfeitamente impresso na música que eles produzem. O fruto desse gosto está na facilidade com que a música entra nos nossos ouvidos.





Apesar de rock ter evoluído imenso, há quem ainda pegue na sua parte mais primitiva/inicial, na intenção primariamente desenhada. Os Poppers fazem-no muito bem, porque apesar de sabermos que este estilo já teve o seu tempo, ficamos satisfeitos ao ouvi-lo. Se disserem que eles estão a copiar bandas antigas, pois se o fazem é de forma muito original!


http://www.myspace.com/thepoppers




THE POPPERS 2010 | The  Poppers



Pop/Rock

O rock sofreu alterações várias na segunda metade do século XX. Desdobrou-se em mil e um géneros diferentes, que estão cada vez mais seguindo caminhos divergentes mas que ainda assim têm sempre um ténue pano de fundo em comum. O rock nasceu, enraizou-se nas décadas de 50, 60, ao tornar-se no género musical oficial da cultura do ocidente. Aí o rock ganhou força, e apareçeram as super bandas (inglesas) ainda hoje são tão recordadas.
O que fazem Os Poppers não é tocar o que eles tocavam , eles recriam o espírito musical da época, diga-se. Está presente nas suas músicas todo aquele despontar do Rock n Roll e o seu amadurecimento musical, quando este género perdia os seus toques mais "naíves" e ganhava asas para algo maior e global. São músicas alegres e contagiantes, positivas e constantes, cheias de energia latente.

E simples, já que "back in the days", o segredo era a simplicidade, e digam o que disserem continua a ser. A música mais difícil de fazer é a boa música pop, com a estrutura de sempre. Algo que não se consegue descolar dos Poppers é a constante Beach Wave, nos toques suaves das guitarras, nos curtos jogos de vozes, alguns coros, a ocasional harmónica, os solos usados. Uma coisa que também sobressai é a óbvia confiança com que esta banda se atira a refrões orelhudos. É como se o seu gosto pela música fosse perfeitamente impresso na música que eles produzem. O fruto desse gosto está na facilidade com que a música entra nos nossos ouvidos.

Apesar de rock ter evoluído imenso, há quem ainda pegue na sua parte mais primitiva/inicial, na intenção primariamente desenhada. Os Poppers fazem-no muito bem, porque apesar de sabermos que este estilo já teve o seu tempo, ficamos satisfeitos ao ouvi-lo. Se disserem que eles estão a copiar bandas antigas, pois se o fazem é de forma muito original!






 



 

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