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terça-feira, 27 de setembro de 2011

oLUDO - Almirante



O pop português não precisa de ser muito complicado para ganhar asas. É preciso é ter talento radiofónico. Letras que se percebam mas que tenham imaginação q.b. e melodias acessíveis que marquem um pouco a diferença em relação ao que foi feito até hoje, é o que se quer para uma banda nacional neste estilo.

Em "Almirante", os algarvios oLUDO, que já aqui foram referenciados, conseguem demonstrar a posse de um requisito mínimo necessário para qualquer banda portuguesa que cante na língua materna: o bom uso da língua portuguesa. Não é só escrever em português e já está. Nem por sombras. É preciso saber usar as palavras, a sua musicalidade própria, nos momentos certos. E as palavras mais simples são as mais difíceis de encaixar numa melodia.

A nivel musical, as texturas usadas neste álbum também são bastante directas. Temos uma guitarra a pautar a ordem das coisas, mas por vezes surge um órgão ou até sopros para fazer a cama musical de que o pop hoje em dia tanto precisa. Mas é um pouco cruel separar as músicas deste registo pelos instrumentos usados, porque a prioridade em cada faixa é a harmonia que estes causam em conjunto. E é isso que sobressai.



Fica assim o conselho de comprar este álbum, ou de pelo menos de lhe dar uma oportunidade, porque este tipo de música é para de deixar tocar o álbum até ao fim e mal de se dar por ele, não no sentido de ser fraco, mas no sentido de nos entrar facilmente pelos ouvidos e ali ficar, discreto mas personalizado. É um início muito maduro dos oLUDO, com "Almirante".




domingo, 21 de agosto de 2011

oLUDO


Os algarvios oLUDO são outra das bandas que mais me prenderam a atenção nos últimos tempos. A partir do longa-duração de 2009, “Nascituro”, e do EP “Mil Tentações” editado via Optimus Discos no ano passado, foi fácil perceber que está aqui mais uma ardilosa pequena multidão de músicos.

O que engrandece sobremaneira esta banda é a sua perfeição idónea, onírica por vezes, como na sublime “MUZAR”, um dos temas incluídos no referido EP e cujo vídeo não lhe fica atrás. Têm tanto de banda pop tipicamente portuguesa, a das composições com cuidado, lá ao fundo melancólicas, mas simples e eficazes que encaixariam todas no filme “Jaime” de António Pedro Vasconcelos ou em “Adeus Pai”, de Luís Filipe Rocha, se estes ainda não existissem, como de banda coerente e amadurecida, com linhas instrumentais densas e danadas e letras elaboradas de forma elementar.

Não admira, sendo os oLUDO um daqueles casos óbvios de sucesso futuro na pop nacional, alternativa ou mainstream, um daqueles casos admiráveis de tão terrível acutilância na conjugação dos verbos musicais, que os oLUDO já tenham estado numa das sessões “3 Pistas”, promovidas pelo programa “Portugália” de Henrique Amaro. Nem admira nada que as guitarras e o piano de “A Minha Grande Culpa”, um dos temas de “Nascituro”, sejam já familiares quando nos lembramos dos excelentes separadores do canal SIC Radical.




Dia 18 de Agosto, os oLUDO mostraram pela primeira vez o single de apresentação do novo álbum “Almirante”, a sair no final de Outubro. Chama-se “Fica, não te vás daqui”. Ficamos então à espera.


Do incansável André Gomes de Abreu




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