Mostrar mensagens com a etiqueta Anarchicks. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Anarchicks. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

ANARCHICKS - REALLY?! (Chifre, 2013)

Depois da estreia com o EP "Look What You Made Me Do", as Anarchicks, quarteto 100% feminino, marcam o início do ano com o LP de estreia "Really?!", um conjunto de 8 faixas com 1 de bónus onde vivem em estado alterado várias referências do presente e do passado, consolidadas na feitura de uma imaginária sala de ensaios com Le Tigre, X-Wife, B-52's e The Soviettes a tocar ao mesmo tempo.





Coros (aparentemente) de guerrilha e desencontro, guitarradas com laços de sangue a sintetizadores mais ou menos datados e a inevitável atitude riot grrl de nascença punk. Passar para o papel as pistas do nome Anarchicks pode ser uma boa metáfora de partida para qualquer tema deste disco: militância e convicção na forma como se impõe uma mensagem através de uma linha musical em que a produção não lhe suga o factor de diferenciação que se introduz. Como single, "Restraining Order", que se encontra perto do meio do disco, pouco diz de um disco onde estão belezas como "New Rave", "Son of A Beat" ou "Siouxsie In The Box", verdadeiros retratos da impressão digital "Anarchicks" que desde a sala de ensaios até ao barulho dos auscultadores parece aqui se encontrar.  





Uma estreia positiva em longa-duração das Anarchicks para continuar a rodar durante os próximos meses na cabeça de quem prestar atenção a este conjunto de canções. Comparações são mal-vindas, até porque os nomes "Pussy Riot" e "Hole" significam arcaicos términos de argumentação, esta sim uma força indesmentível das composições anarchickianas a compensar, embora nem sempre totalmente, alguma da sazonalidade e efeito ocasional da música deste quarteto.



André Gomes de Abreu




sexta-feira, 20 de abril de 2012

Anarchicks

"SE A MÚSICA É UMA ARMA ELAS SÃO O GATILHO!

4 Miúdas juntaram-se em 2011 para fazer uma Revolução."




São as frases que apresentam a banda no facebook da mesma. Não diria que o que esta quarteto feminino está a fazer é uma revolução, mas que traz algo de diferente, traz de certeza. Pelas faixas que nos são disponibilizadas no perfil da banda, conseguimos perceber que as Anarchicks não são apenas um projecto com um EP e um nome engraçado. Musicalmente, têm algo a acrescentar no actual panorama, pela forma como fazem música e pela forma como se apresentam, em que combinam vários elementos musicais e estéticos pouco habituais.

A música é relativamente transversal. "Bored" aborda o punk inglês de uma forma progressiva e até futurista, numa introdução com um toque industrial muito aguerrido. "Endless Love" soa a uma balada alternativa com o mesmo toque metálico (não confundir com metal) e segue a tonalidade futurista da música anterior, assim como o faz "Rockstars". "Sunset Graveyard" traz-nos um rock ligeiramente esquizofrénico (a culpa é do sintetizador). 

Ouvindo estas 4 músicas, percebemos que o papel das guitarras não é comandar o som da banda mas sim dar-lhe um importante contributo rock, sendo que o sintetizador decide se a sonoridade se fica por aí ou se ganha outros contornos. E é desta dinâmica, aliada a uma bateria muito bem tocada e a um baixo bem sabido, que vive uma certa imagem vincada da banda.

Sem querer tirar mérito à banda, este "LOOK WHAT YOU MADE ME DO!", produzido nos Black Sheep Studios pelo aclamado Makoto Yagyu (If Lucy Fell, PAUS), foi muito bem concebido no que toca à engenharia do som em si. Percebe-se a qualidade de quem esteve responsável pela gravação do registo. 

Duarte Azevedo




Twitter Facebook More

 
Powered by Blogger | Printable Coupons