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quinta-feira, 5 de julho de 2012

Lydia's Sleep - Wires



Os Lydia’s Sleep são um jovem quarteto de Setúbal nascido em 2010 composto por duas
guitarras, baixo e bateria. Começaram como uma banda de post-rock, mas apesar do curto tempo de existência, actualmente pisam mais os terrenos do post-hardcore e mathrock. Ao longo dos cerca de 2 anos de existência já tocaram com bandas como os PAUS, Equations, I Had Plans e em diversos eventos como o FMI em Braga ou a Festa Rentrée da Bodyspace no Porto. Destaca-a ainda o facto de terem ganho alguns prémios no início da carreira, tal como o Concurso de Bandas de Garagem de Setúbal e o Concurso de Bandas das Caldas da Rainha.



No início deste ano lançaram o seu primeiro EP intitulado Wires. Gravado e produzido por

Chris Common, ex-membro dos grandes These Arms Are Snakes, Wires são pouco mais de 20 minutos divididos em 5 temas que se passeiam pelo mundo do mathrock e do post-hardcore, sem deixar para trás o post-rock que marcou o início da banda.



Black Snow é a primeira faixa do EP, apresentando uma alternância de ambientes instrumentais a fazer lembrar os grandes nomes do post-rock com momentos explosivos de puro post-hardcore. Segue-se Lost Encounters que é uma das melhores músicas deste EP, apesar da dificuldade que é destacar alguma, dada a qualidade e coesão que todas elas apresentam. Este segundo tema exibe bem a qualidade técnica de todos os elementos dos LS.

Seguem-se mais duas grandes canções: Out of Reach e Forth to the Past. A primeira, a canção mais calma deste EP, apresenta grandes momentos de guitarra e sobretudo uma grande intrusão entre todos os instrumentos da banda. Forth to the Past traz de volta o rock intenso e poderoso da banda, constituindo 5 minutos de puro prazer para quem a ouve.

Parece que apenas um minuto passou desde que começámos a ouvir "Wires" e já estamos na última música, mas é aqui que aparece Leaving Early. Seria difícil arranjar um melhor final para este "pequeno-grande” conjunto de músicas que esta Leaving Early . Começando com uma atmosfera post-rock que pouco ou nada deve a bandas como os Godspeed You! Black Emperor (uma das influências da banda), termina com um final intenso que não nos deixa outra opção a não ser voltar a ouvir tudo outra vez.


Estamos na presença de uma banda que apesar de jovem apresenta uma maturidade que faz
inveja a bandas com vários anos de estrada e que com este Wires mostra que não se fica por grandes actuações ao vivo mas que também consegue ser igualmente boa em estúdio.

Diogo Marçal




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