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quinta-feira, 4 de outubro de 2012

The Allstar Project, MusicBox Lisboa, 7/9/2012 - REPORTAGEM



Após uma ausência prolongada da capital, os The Allstar Project trouxeram outra vez o post-rock de Leiria para a capital e para uma plateia internacional no MusicBox.


Acrescentando as projecções de vídeo ao poço de energia post-rock sem fundo, os The Allstar Project foram durante cerca de uma hora imparáveis na exploração de sensações diferentes dentro de instrumentais sem voz e sem necessidade da mesma, o que melhor pode caracterizar o facto de conseguirem escapar aos constrangimentos das suas principais referências e características e fazerem muito mais dos riffs e da percussão que simples maniqueísmos para corações ao alto verem e despertarem. Apesar de "Into The Ivory Tower" ser o lançamento mais recente e de "Neighbour of The Beast" e "Not All A Dream" serem pecados apenas alcançáveis por alguns, as eras passadas de "Your Reward...a Bullet" não foram esquecidas pelo quinteto.




Simultaneamente com tudo no lugar e com tudo fora dele, encontramos a imagem de uma plateia confortavelmente sossegada numa montanha-russa de ritmos onde o shoegaze também não causa enjoo e os desatentos mais indie são facilmente convertidos pelo tratamento dado às guitarras e às melodias, que são pomadas de combate à comichão da beleza do frenesim.





Os The Allstar Project não são uma alternativa barata aos Mogwai, Mono ou Explosions in The Sky.
São muito mais do que isso e o Mundo tem que o saber.




André Gomes de Abreu

Fotografias por Ana Pereira
(galeria completa em
facebook.com/bandcom)




domingo, 19 de fevereiro de 2012

The Allstar Project: arrepios que celebram o post-rock



“Into the Ivory Tower” é o mais recente álbum dos portugueses The Allstar Project. Quatro anos passados desde o anterior trabalho -"Your Reward...A Bullet” - o quinteto não desilude. Que o digam os users da Blitz que consideraram este álbum o 20.º melhor lançamento nacional de 2011.

Ao que parece o disco foi gravado em apenas cinco dias – para os religiosos, menos do que o 
tempo que Deus demorou a criar o mundo. O recorde é mordaz. O repertório do disco, composto por oito temas, recorda a apetência da banda pelos intensos instrumentais, que atravessam emoções e espelham almas – a tua, a minha, as nossas. Os temas mais calmos – “Advent” e “Light For a Thousand Night” - aparecem intercalados com os riffs mais pesados de “Shifting Poles” e “Pyramidal”. 



E à intensa sonoridade, criada pelas três guitarras do grupo, foi adicionado o violino de Filipa Cortesão no tema “Alignment”. A letra, algo que o quinteto dispensa, aparece em “Not all a Dream” - recitada não cantada (spoken word) -, fazendo alusão aos fortes versos do poema de Lord Byron. “Morn came, and went and came, and brought no day, and men forgot their passions in the dread of this desolation; and all hearts were chill'd into a selfish prayer for light”, ouve-se Nunez, um dos guitarristas do projecto musical, declamar.

Destacam-se, ainda, a destruição e o caos na capa que dá rosto a este novo álbum (uma reprodução de um quadro de Thomas Cole, de 1836). O grupo, que conta já com 10 anos de estrada, marcará presença na edição de 2012 do Dunk! Festival, em Zottegem, na Bélgica - com belíssimas composições que mais do que celebrar o post-rock o engrandecem.

http://www.facebook.com/theallstarproject

Tânia Azevedo




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