Os Norton voltaram aos discos, e tal como os dois álbuns anteriores, este foi editado no Japão, curiosamente, mesmo que a banda ainda não tenha tocado ao vivo por lá. O sucessor de “Layers of Love United” (2011) é de epíteto homónimo e marca o regresso da banda de Castelo Branco às canções, exactamente 10 anos depois do álbum de estreia, “Pictures From Our Thoughts”.
A morfologia de "Norton" centra-se no indie pop-rock que por agora vai fazendo furor e ganhando cada vez mais terreno junto de vias mais comerciais e mediáticas da indústria musical, aqui com claras influências de nomes sonantes como Bloc Party, Yo La Tengo ou Franz Ferdinand. Coeso, quente, tão rock como pop, festivo e energético, este é um álbum que se constrói ao ritmo das erupções solares, ideal para nos acompanhar nestes dias que marcam o início do verão. Nele, as guitarras pulsantes, os sintetizadores planantes e secção rítmica vigorosa deslizam numa melodia fervilhante que não queremos que acabe. Pedro Afonso, Rodolfo Matos, Leonel Soares e Manuel Simões apresentam oito temas que são um reflexo de uma vida inteira de canções - por exemplo, “Hours and Day” tem lá dentro uma década de Norton, uma procura incessante pela perfeição. O pontapé de saída é o ritmado e incisivo primeiro single “Magnets”, uma canção que assim que a ouvimos fica a ecoar nos nossos ouvidos durante longos períodos de tempo. O pop-rock continua e a dançante “Premiere”, num ritmo hipnótico, é apesar de tudo um convite a saltar e a soltar todo o stress acumulado após um longo dia de trabalho que se conjuga entre uma “Directions” numa imersão sinfónica proporcionada pelo sintetizador, naquele que é talvez o momento mais ambiental do disco, e uma novamente febril “Brava” que irrompe num numa espécie de pós-punk angular e meio esquizofrénico.
Sem que com isso perca toda a exclusividade e identidade, "Norton" apresenta, assim, belíssimos recortes de uma sonoridade enquadrada agora numa estética mais uptempo e consegue ser leal a si próprio e recuperar/preservar toda uma década de canções e de entendimentos de lugares emocionais. Intenso mas simultaneamente harmonioso: é assim que o podemos classificar. 7.1
"Layers of Love United", o vosso último álbum, já saiu há algum tempo. Em que fase da sua divulgação está?
Rodolfo Matos - Estamos na fase final. Lançámos agora o terceiro single, por isso é que estamos a fazer mais uma ronda de promoção. Para nós é mesmo a última etapa na divulgação. Ainda queremos muito tocar este disco ao vivo, mas já estamos completamente a pensar no próximo trabalho, em fazê-lo.
Os concertos que vêm aí ainda vão incidir sobre este último álbum?
Pedro Afonso - Sim, até porque não temos nenhum material novo pronto para ser tocado. Temos algumas coisas que já começámos a trabalhar, algum material apenas, sem termos ainda uma direcção definida. Temos versos, temos estrofes, temos pequenos riffs, mas as canções ainda não estão preparadas para o palco. Vai ser o que o Rodolfo disse, provavelmente até ao final do ano os concertos serão baseados no "Layers of Love United".
Esperavam que o álbum fosse acolhido da forma que foi, antes de ele ser lançado? Era algo minimamente esperado? Pode-se dizer que teve, no mínimo, uma boa recepção..
P - Eu acho que teve óptimos feedbacks!
R - No disco anterior, pensámos e falámos muito mais em como poderia o disco resultar. Com este foi, acima de tudo, fazer aquilo que queríamos mesmo fazer naquele momento. Agora está aqui e é o nosso melhor, e não tínhamos grandes expectativas. Fomos completamente surpreendidos com a reacção ao Two Points (primeiro single lançado) e com o seu êxito.
Ainda por cima este álbum, e este single, foram os momentos mais altos, em termos de exposição, que vocês tiveram até hoje.
R - Sim, sem dúvida. Teve maioritariamente a ver com o disco e com as canções do disco, mas houve uma preparação e uma equipa de pessoas que juntámos para trabalhar connosco, cujo tipo de colaboração não tínhamos tido nos discos anteriores. Isto a nível de promoção, a nível técnico e em aspectos musicais. Conseguimos criar uma pequena família de pessoas extra-banda, que fizeram toda a diferença e proporcionaram todo um suporte. Claro que tem mais a ver com as canções, mas este foi mesmo um suporte necessário para as lançar devidamente. A diferença nota-se porque para muita gente, este foi o nosso primeiro disco.
P - Exactamente. Eu acho que, mais que nunca e ao fim destes 10 anos, temos finalmente as pessoas certas junto a nós. Andávamos talvez à procura delas para se juntar à nossa família. Veio-nos completar, a banda acaba por ser mais além de quem está a tocar, é toda a equipa com quem se trabalha: no dia-a-dia, a nível técnico, na promoção, na estrada. Neste momento, estamos completamente tranquilos, não é uma relação meramente profissional, já passou disso.
Manuel Simões - Este disco abriu-nos várias portas e isso está relacionado com a nossa postura em relação ao que queremos fazer, e como quisemos transmitir este trabalho, que foi pensado muito para os palcos. Essa vertente foi bem vincada e trabalhada com a nossa equipa.
O disco foi o culminar destes últimos 10 anos ou foi fruto de uma atitude mais recente no vosso trabalho?
R - Nós chamamos-lhe um novo início. Muitos pensam que os Norton nasceram há dois anos ou algo do género, ou que este é o primeiro disco. Não foi algo pensando, mas por ventura era o que nós queríamos, era ter um novo começo. Mudou a voz da banda, o Alexandre saiu e o Pedro assumiu as vozes principais, mudou a sonoridade também, e era mesmo isso que nós pretendíamos: mudar a página e apresentar uma banda quase nova.
Apesar desse recomeço, o que fica visível destes últimos 10 anos neste registo, musicalmente e quanto à vossa atitude enquanto grupo?
R - A união e a força que o disco tem. Infelizmente e felizmente, fomos uma banda que sofreu bastantes contratempos mas apesar disso conseguimos dar a volta por cima e ultrapassá-los. Se calhar, até passámos por algumas coisas que com outros teriam causado o fim da banda e que, sem saber bem como, saímos unidos desses pontos baixos e com vontade de continuar a fazer música. Ficou a união e o amor que nós temos pela música, em estar juntos.
Qual foi a melhor coisa que já vos disseram sobre o LLU, concretamente?
P - Que é um disco que se ouve muito bem do princípio ao fim e que se ouve como um todo, que não é só uma canção ou um single, é coeso da primeira à última faixa.
R - Foi uma preocupação que nós tivemos, isso foi intencional, e é bom perceber que foi algo captado por que ouviu e ouve os nossos temas.
M - E com vontade de carregar no play outra vez.
P - Houve quem escrevesse que hoje em dia já não se fazem discos assim. E acho que, apesar de não haver uma ligação directa entre cada música, ou pelo menos algo que seja visivelmente patente, há uma história no disco, o alinhamento do disco faz todo o sentido. E é algo que não é fácil de desenhar, essa sequência pela qual as músicas estão dispostas. Quando tens 9 músicas, tens de perceber a personalidade de cada uma, e penso que, por sorte ou intencional, isso foi bem conseguido, aplicar essa história no seguimento dos temas.
Isto porque há sempre uma frase ou comentário que pode distinguir o vosso disco de outros existentes.
M - Nós dizemos sempre que somos melómanos, e que apreciamos um disco, e não apenas músicas sortidas, coisa que se tem perdido imenso na música. P - São as tendências de quem ouve música, hoje em dia estás com o iTunes aberto e tens aquilo em shuffle. M - Achámos que era bom manter este tipo de coisas para as novas gerações, que já crescem com músicas sortidas. P - Desde o início que optámos, com o material que tínhamos, em fazer um disco mais pequeno. 9 músicas não constituem um disco muito grande. Foi um pouco opcional, escolhemos material que realmente nos interessava, e não meter músicas sem razão nenhuma. Na fase de preparação do LLU, achámos que não fazia sentido. R - Podíamos ter metido mais três ou quatro músicas para corresponder ao formato habitual, mas depois acabavam por estar ali a mais. M - Acho que também é bom reconhecerem-nos além do primeiro single ("Two Points"). R - Tivemos de pensar as coisas de outra maneira assim que o "Two Points" começou a ter o sucesso que teve, porque era mesmo algo com que não contávamos. Não queríamos ser reconhecidos apenas por aquele tema, ser a banda daquela música.
Que opiniões têm tido dos vossos concertos ao vivo? Têm sido paralelas às do disco, tendo em conta o que já ouviram sobre ele? P - Acho que temos sido fiéis em relação aos discos que temos, nos nossos concertos. Neste caso temos uma vantagem aos discos anteriores: o disco é mesmo virado para as pessoas, quisemos fazer canções que construíssem uma ligação com quem ouvisse. Elas são muito mais up que nos outros álbuns, mais solarengas e alegres, e ganhamos por aí. R - Além de que o disco foi pensado para ser tocado ao vivo, quase mais do que propriamente no disco em si. Sentimos essa necessidade nos concertos. Apesar do momento actual dos Norton ser provavelmente o melhor que a banda já passou, o que guardam de bom destes últimos 10 anos? M - Temos uma tour em 2009 em que fomos pela Europa, entre Espanha, Alemanha, Holanda, França, Luxemburgo.. Foram duas semanas em que estivemos 24 sobre 24 horas juntos, e foi a concretização de um sonho, e esse sentimento reflecte-se um pouco no disco. O "United" não é por acaso que está no título. P - Houve também pequenas coisas que sempre quisemos fazer: trabalhámos na banda sonora de uma longa-metragem, um filme português chamado "Um Funeral à Chuva", tivemos a sorte de editar o "Kersche", o nosso disco de 2007, e o "Layers of Love United" no Japão, país onde queríamos, obviamente, ter o nosso disco editado. Esta ligação no Japão surgiu como? R - Foi pelo MySpace, nós não procurámos isso sequer, nem sabíamos como é que se poderia procurar. Recebemos um e-mail de uma editora japonesa que estava interessada em editar o "Kersche" no Japão. Este era para ser editado pela mesma, mas surgiu outra que seguiu com isso. M - Recebemos umas fotos da Tower Records (editora japonesa) com o nosso disco nas prateleiras e com avisos em japonês, foi brutal! P - São pequenos pormenores que valem por tudo. R - Mas mesmo os momentos maus acabaram por nos marcar de uma forma boa, diga-se, deram-nos mais força. M - Editámos o LLU em vinyl também, foi outro dos momentos especiais. R - Era um sonho que já vinha do disco anterior e que não é facil nem barato de se fazer.
Não é qualquer músico que edita um disco seu em vinyl.. M - Depende, nas editoras estrangeiras isso acontece muito. Cá em Portugal, não é um mercado em que se aposte fortemente, apesar de agora estar a voltar. R - Por um lado também aconteceu porque optámos por fazê-lo de forma diferente, sendo que o apoio dos fãs foi essencial para fazer o disco, através do crowdfunding, em que nos ajudaram a pagá-lo, o que foi óptimo. Nesta altura, é complicado gravar um álbum e esta é uma boa alternativa. M - Foi uma forma diferente de interagir com o público, ainda para mais. No final, agradecemos a todas as pessoas que contribuíram, em Dezembro. E foi engraçado chegar ao final e perceber que havia muita gente que queria ter aquela peça. Como é que uma banda faz o seu percurso no mundo da música, não começando em Lisboa ou no Porto? R - É mais complicado. Quando nós começámos era mais complicado ainda, agora a internet torna as coisas mais fáceis. No início, querias mandar um disco, ou querias falar com alguém da rádio e tinhas de lhes telefonar, de arranjar a morada deles para lhes mandar material. M - Chegámos a mandar faxes para marcar entrevistas e assim. R - Marcar concertos, pelo menos na nossa banda antiga, era pelo telefone, nem sequer sabias como era o sítio, não havia fotos em nenhum lado. Começar fora de Lisboa e Porto foi difícil, mas a partir do momento em que tivemos contacto com uma editora do Porto, todo o processo aconteceu automaticamente, facilitando tudo. Depois veio a internet, o MySpace, todas essas plataformas. Já deram muitos concertos lá fora, com este disco? R - Sim, em Espanha maioritariamente. A grande diferença deste álbum para os anteriores é que fizemos concertos maiores, apesar de serem menos, em salas maiores. M - Por exemplo, o ano passado fomos três vezes a Barcelona tocar, em duas salas muito importantes: a Apolo e a Razzmatazz, provavelmente as duas melhores da cidade.
E preferem os concertos mais pequenos ou os de maior dimensão? P - Cada concerto tem o seu quê de especial. Temos por norma, na altura do Natal, dia 23 ou 24, dar um concerto ou tentamos fazê-lo, sempre que faz sentido, um evento com custos mínimos ou até à borla. Este ano fizemo-lo em Alpedrinha, perto de Castelo Branco, num teatro pequeníssimo e muito bonito, que leva 120 pessoas e a distância do público para a banda é mínima. Esse tipo de concertos traz-nos outra magia que não tens nos maiores: a aproximação do público, a ligação que se estabelece entre nós e os espectadores. Por isso é que nós gostamos de tocar em clubes mais pequenos. M - Mesmo entre nós em palco fica uma dinâmica diferente. R - Quando tocamos em palcos grandes, tentamos juntar-mo-nos ao máximo, apesar de termos espaço para estar mais à vontade, não gostamos de estar longe uns dos outros. O que se pode fazer para que a divulgação de novas bandas, e da música portuguesa em geral, possa melhorar? Já se faz algumas coisas, mas há um certo caminho a percorrer.. R - O MySpace devia voltar. O facebook apagou o MySpace, digamos, e era uma plataforma fundamental enquanto esteve muito activo. Era bom que ele voltasse a ser o que era, o facebook não é a mesma coisa, não tem um fim único. O MySpace tinha aquele propósito de divulgar a música, era onde as pessoas iam para conhecer novas bandas. Isso perdeu-se. Há certas coisas que é difícil de melhorar, como alguns lobbies, serem sempre as mesmas bandas a serem convidadas, isso vai sempre acontecer, em todo o lado. Tem que se tentar combater isso. Apesar disso, o apoio à música portuguesa tem estado a crescer. M - As bandas têm-se defendido bem. Algo que faz muita falta é haver mais editoras, são poucas mesmo. A defesa das bandas e músicos é editar na internet, e fazem muito bem, mas depois ficam-se muito por ali, parece que a edição física deixou de ser necessária. R - E estão mais preocupadas as bandas com o que pode fazer a nível do mercado, para colmatar a pirataria, do que propriamente as editoras, que estão com as mãos na cabeça e a dizer que não se faz dinheiro. Estão à espera que as coisas mudem. E isto acontece com todo o tipo de bandas, vejam os Radiohead, que lançaram o disco como lançaram. Isto aplica-se a editoras grandes claro, as editoras mais pequenas sabem bem o que se passa e ajudam as bandas nesse sentido.
Quais são os próximos concertos dos Norton, e planos futuros? R - Passem no facebook (https://www.facebook.com/wearenorton) e no site (http://www.nortonmusic.net/) para verem melhor as datas que temos nos próximos meses. Há coisas ainda a ser marcadas para o verão. Queremos tocar ao vivo o máximo que pudermos e começar a fazer o disco novo. M - Queremos também preparar algo especial para comemorar os dez anos da banda, depois do verão! Duarte Azevedo
A banda albicastrense mais mediática do momento tem um novo single, e eis o vídeo para "Coastline", numa tonalidade muito mais indie do que o badalado "Two Points".
Para terem a versão do álbum e também a versão acústica desta música, podem-na encontrar no site da banda, http://www.nortonmusic.net/.
No próximo dia 17 de Setembro a A.M.A.E.I. - Associação de Músicos Artistas e Editoras Independentes regressa com o seu ciclo de "workshops" ao Centro de Inovação da Mouraria / Mouraria Creative Hub. Desta vez, para se discutir a partir do tema "PLATAFORMAS DE DISTRIBUIÇÃO DIGITAL – Como navegar as águas digitais maximizando as fontes de rendimento do streaming". A partir das 15h, levem todas as perguntas a quem já está a responder à questão "Why Portugal?" com um roteiro organizado e completo até 2017 e mais além. Se achamos que devem inscrever-se? Esta é também a vossa luta e o CIM será, concerteza, o local onde deverão estar neste Sábado à tarde.
DESTAQUES DE AGENDA (diariamente em facebook.com/bandcom)
MAIO NO MAUS HÁBITOS - ESPAÇO DE INTERVENÇÃO CULTURAL, Rua Passos Manuel, nº 178, 4º andar, Porto 4/5: Downtempo (DJset) // 5/5: Revolution Is My Boyfriend (DJset) // 6/5: Birds Are Indie + Nuno Dias + Jonathan (DJset) // 7/5: ARENA + Xico Ferrão (DJset) // 10/5: Milonga // 11/5: Downtempo // 12/5: "Hazul" de Mariana Lopes & Rui Nó + D-One // 13/5: Quelle Dead Gazelle + We Are Open Season + Vicente Abreu (DJset) // 14/5: CRU + White Haus + Jonathan (DJset) // 18/5: Shortcutz Porto + Downtempo (DJset) // 19/5: Granada + Lounge Of The Villains // 20/5: Ganso + One Yellow Jack + Vicente Abreu (DJset) // 21/5: Groove Ball + Márcio (DJset) // 25/5: From 20's to 00's - Rita Braga & André Tentúgal // 26/5: [re+act(ion)]AV + Belle And The Bear (DJset) // 27/5: Savanna + A Boy Named Sue, Sun And Moon + Xico Ferrão (DJset) // 28/5: Yucca Calling + Shuggah Lickurs + Matéria Prima (DJset)
MAIO NA CASA INDEPENDENTE
MAIO NA CASA INDEPENDENTE, Largo do Intendente, nº45, Lisboa 1/5: Festa de Encerramento do IndieLisboa // 5/5: Teatro - "Um Auto Para Jerusalém" // 6/5: Karyna Gomes & Mü + Lucky (DJset) // 7/5: Jameson Jungle Fever com Fogo-Fogo // 13/5: Serviço de Quarto (DJset) // 14/5: Ora Cogan // 20/5: Blood Sport // 21/5: Señoritas // 24/5: A Torre Vai Cair (Serões de Poesia na Casa Independente) // 25/5: CASAL BOSS (DJset) // 27/5: Quim Albergaria (DJset) // 28/5: Donas São Como Divãs (DJset) // 29/5: Laura Stevenson
MAIO NO SABOTAGE CLUB
MAIO NO SABOTAGE CLUB, Rua de São Paulo, nº16, Lisboa 4/5: La Chanson Noire + Nuno Calado (DJset) // 5/5: Morte Incandescente + David Polido (DJset) // 6/5: The Ghost Wolves + Terminal Lx + Nuno Do Roque & David Polido (DJset)// 7/5: Madrepaz // 12/5: Festa do 3º Aniversário com Soviet Soviet + Clementine + Egbo + Nunchuck & David Polido (DJset) // 13/5: Filho da Mãe & Ricardo Martins + Evols + Birds Are Indie // 14/5: Messer Chups + The Japanese Girl + A Boy Named Sue & Mr. Groovie & David Polido (DJset) // 16/5: Black Rainbows + Miss Lava + David Polido (DJset) // 19/5: The Black Wizards + Asimov + David Polido (DJset) // 20/5: Twin Transistors + Serushiô + João Peste (DJset) // 21/5: The Sunflowers + Fugly + Candy Diaz & Tiago Castro (DJset) // 25/5: The Wonderland Club: Rock n' Soul Party // 27/5: Reverence Underground Sessions com Mão Morta + Yggdrasil & Exploding Boy (DJset) // 28/5: Reverence Underground Sessions com Mão Morta + João Peste (DJset)
EXIB MÚSICA 2016
QUINA DAS BEATAS SETEMBRO-DEZEMBRO 2015
QUINA DAS BEATAS SETEMBRO-DEZEMBRO 2015, 26 de Setembro - 18 de Dezembro, Centro de Artes do Espectáculo, Portalegre 26/9: Postcards // 2/10: Secret Lie // 9/10: Inmyths // 16/10: Destroyers of All // 30/10: Omega Sins // 6/11: Miura // 13/11: Motel Pantanal // 20/11: Moonshiners // 4/12: Anderskor // 11/12: Sabão Azul E Branco // 18/12: Psicotronics
TOUR CONJUNTA KATABATIC + JUSEPH + MEMOIRS OF A SECRET EMPIRE
TOUR CONJUNTA KATABATIC + JUSEPH + MEMOIRS OF A SECRET EMPIRE 10/12: Teatro CITAC, Coimbra
11/12: Texas Bar, Leiria
18/12: Musicbox, Lisboa
TALKFEST - INTERNATIONAL MUSIC FESTIVALS FORUM
TALKFEST - INTERNATIONAL MUSIC FESTIVALS FORUM, 3 e 4 de Março, FIL, Lisboa Conferências: Miguel Fernandes, Raúl Duro, João Goulão, Pierre Aderne, Rita Amado, Roberto Mulassano, Paulo Bastos, Teresa Nicolau, Alexandra Ho, Almudena Heredero, Raúl Ramos, Andrés San José, Roberto Carreras, Bernard Seco, João Pinto, Filipa Galrão, Francisco Oliveira, Paulo Silva, Miriam Carmo, Nélson Tiago, Sandra Abrantes
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Documentários: "This Is Our Work!"
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NOS PRIMAVERA SOUND 2016, 9-11 de Junho, Parque da Cidade, Porto
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NOS ALIVE 2016, 7-9 de Julho, Passeio Marítimo de Algés, Lisboa
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REVERENCE VALADA 2016, 8-10 de Setembro, Parque de Merendas de Valada do Ribatejo
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