sábado, 3 de agosto de 2013

LOVE ECHO - ENTREVISTA

Love Echo é uma fusão entre as programações de Victor Miranda e a voz de Vicki Glass radicada no Luxemburgo mas que se estreia em Portugal no FUSING Culture Experience. Com um disco bem convidativo intitulado "I Promise You Always The Sky", Victor Miranda presta-se a desvendar connosco um pouco do que está por detrás de uma sonoridade musculada, matematicamente electrónica mas aconchegante o suficiente para não sufocar os ares tão pop e tão luxuosos que Sun Glitters (que também subirá ao mesmo palco na mesma noite) imaginaria para si.





BandCom (BC): É difícil definir o vosso estilo de música assim como a localidade onde residem. Uma coisa tem a ver com a outra ou nem por isso ?

Love Echo (LE): Não nos definimos ou gostamos de estar num só local. Fazemos a música como a sentimos e queremos ir aonde o vento nos levar.


BC: Ao contrário de muitos músicos do mundo da electrónica, optaram por ter convosco uma voz feminina. O que é que isso acrescenta? Que força acham que isso voz traz a mais durante os lives ?

LE: Sentimos que a nossa música necessita da sensualidade feminina. É deslumbrante, afectuosa, misteriosa...como uma mulher. Pura e simplesmente, traz-nos uma sensação de paz.


BC: Qual foi o feedback que têm recebido depois da edição do vosso “I Promise You Always The Sky”?

LE: O feedback acerca da música foi surpreendente. Não estávamos à espera que tivesse a atenção ou os elogios que teve...embora no próximo disco possamos usar um melhor designer gráfico, na verdade.



BC: Chill, silêncio, descontração, sonho, anti-stress...  são coisas que vocês querem transmitir através da vossa música. Esta mensagem vai de encontro ao sinal dos tempos? Poderá soar isto a algo utópico/naïf?

LE: Na verdade é uma revolta contra o sinal dos tempos. Sentimos que há cada vez mais poluição sonora a rebentar com a pulsação, com os níveis de stress e tensão arterial das pessoas. A música perdeu a sua beleza e o seu poder de influenciar positivamente as pessoas. Queríamos fazer algo que relaxasse que fizesse as pessoas largar o que as faz ter tanta pressa de fazer ou de ouvir. Mais silêncio do que barulho: a beleza está no silêncio.





BC: É compatível este tipo de música com espaços mais festivaleiros ?

LE: Veremos. Esperamos fazer deste festival uma grande celebração do amor.


BC: Os próximos lançamentos serão mais negros ou tão luminosos como o nome “Love Echo” sugere?

LE: O nosso nome sugere 70s disco night, portanto é nesta direcção que iremos prosseguir.


BC: Quais são as vossas referências a nível de música portuguesa? Com quem gostariam de atuar?

LE: Qualquer artista de fado.


BC: Fazer parte do cartaz do FUSING Culture Experience significa para vós…

LE: Uma oportunidade de ouvir música fantástica. 


BC: Como surgiu a oportunidade de integrarem este cartaz? O Victor Ferreira (Sun Glitters) deu-vos algum empurrão?

LE: Na verdade, o João dos Un:Think, um dos organizadores do festival, encontrou-nos no Soundcloud e remisturou uma faixa nossa, a "Daybreak". Foi a partir daí que ficámos ligados a este festival.





BC: Para o resto do ano, o que podemos esperar dos Love Echo a nível de lançamentos e concertos?

LE: Isso depende apenas da direcção em que o vento sopre.


Mickaël C. de Oliveira




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