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sábado, 8 de fevereiro de 2014

HÁ MÚSICA EM...LEIRIA

Após 3 anos encantados de perto com o crescimento da música portuguesa e a solidificação de uma série de nomes e artistas que compõem uma "cena" que faz corar o mais primitivo instinto nacionalista que pereça em nós, decidimos fazer-nos à estrada.

Assim nasce "Há Música Em...", uma nova rubrica em que nos propomos a ir de cidade em cidade ao encontro dos artistas locais para que nos contem pela sua cabeça a realidade da cidade que lhes vai mexendo com os sentidos.

Para rampa de lançamento vamos a Leiria. Não se "googla" propriamente, mas Leiria é uma das cidades mais magnéticas para o que de melhor contamos e esperamos ver em grandes palcos. É desta forma que propusemos aos "locais internacionais" First Breath After Coma, Dream Pawn Shop, Clutter, Robin Oak e These Are My Tombs responderem a um questionário à séria. Sem papas na língua.



1. Em que medida é que a vossa cidade vos inspira ou inspirou, mesmo no sentido de iniciarem um determinado projecto ou rumo, para o vosso trabalho?
2. Há uma cena musical proeminente ou é difícil defini-la? 

3. Quais os espaços, na vossa opinião, com melhores condições para ensaiar e aprimorar trabalho? Usufruem de algum deles?
4. Conseguem retratar ou caracterizar minimamente, da vossa experiência, o público de Leiria que vai a concertos? 
5. Que espaços de concertos ao vivo destacam em Leiria? A oferta é suficiente para os músicos?
6. Da vossa experiência, as bandas e artistas de Leiria trabalham bem em conjunto ou estão mais distantes do que seria desejável?
7. Que entidades ou associações mais contribuem para que Leiria possa ter concertos ao vivo e oportunidades para os artistas?
8. Quem de Leiria devemos ver ao vivo ou de quem devemos ouvir as suas músicas?
9. Quem quiser conhecer o maior número de artistas possível…a que concurso ou festival deve estar atento?
10. Por fim, pode-se Leiria é uma cidade que trata bem os seus artistas?


FIRST BREATH AFTER COMA




1. Os projectos que nascem nesta cidade despertam o bichinho a outras pessoas para começarem também eles os seus próprios trabalhos. Nós víamos os Kyoto quando éramos putos e ficávamos com vontade de começar a dar concertos. Neste momento, existem tantas coisas boas feitas em Leiria que é impossível para a malta mais nova não ganhar essa pica de começar uma cena sua. Portanto, mais que a cidade, as pessoas vão-se inspirando umas às outras.

2. Existe uma cena musical e uma grande diversidade de géneros. 

3. Infelizmente não há espaços criados para as bandas de Leiria, mas existem pessoas com boa vontade e prontas a ajudar. Nós temos sorte e estamos muito bem instalados num espaço cedido pelo Engº Vieira e as suas filhas Xana e Catarina.

4. Para nós, quando tocamos em Leiria é como jogar em casa. A malta desta zona gosta de copos, boa música e recebe bem gente de fora, portanto qualquer banda que passe por cá vai gostar da experiência.

5. Destacamos o Beat Club por toda a sua magia, o Teatro Miguel Franco, o Texas Bar, o Nariz, e a lista continua…

6. Em Leiria é tudo malta amiga. Grande parte das bandas conhecem-se umas às outras e não existe rivalidade nem distância entre elas.

7. A Fade In que já anda aí há uns bons anos, a Omnichord Records, a Eco, a Metamorfose, a Independent Sound Culture, o Nariz…

8. Aqui vai a lista: Nice Weather For Ducks, The All Star Project, Born a Lion, Team Maria, Nuno Rancho, Les Crazy Coconuts, André Barros, Holy Northern Lights, Dream Pawn Shop, Horse Head Cutters, Rooster Claw, isto nunca mais acaba...

9. Assim o maior deles todos é o Entremuralhas no castelo de Leiria. Mas basta estarem atentos à cidade que as coisas vão acontecendo.

10. Sim, e vice-versa.


DREAM PAWN SHOP




1. Em termos de espaço e/ou ambiente, não se pode dizer que tenha sido objecto de inspiração para o nosso trabalho. No entanto, a comunidade musical de Leiria (se o podemos dizer) de certo modo abriu o espectro de opções que nos permitiu enriquecer o nosso material tanto ao vivo como em estúdio, dada a elevada qualidade dos músicos e do bom ambiente social que se vive no seu seio.

2. Existe, sim. Em Leiria neste momento faz-se muita boa música e dos mais variados estilos. Como consequência disso, defini-la torna-se complicado…

3. Infelizmente em Leiria não existem espaços públicos onde as bandas possam desenvolver o seu trabalho. As soluções passam, tal como com os Dream Pawn Shop, em recorrer a ajuda de amigos para cederem pontualmente uma sala de ensaios que reuna as condições necessárias para o efeito. Posto isto, obrigado Faneca e Carlos.

4. Como Dream Pawn Shop, não temos razão de queixa. O nosso público tem vindo a crescer com cada vez mais entusiasmo e é composto por pessoas com gostos muito díspares: do pop ao metal, temos tido muito boa aceitação por parte de todos.

5. A oferta é suficiente para os músicos da cidade, de onde destacamos O Nariz, o Texas Bar em Amor e o Beat Club, espaços onde já tivemos o privilégio de apresentar o nosso trabalho com resultados bastante positivo. 

6. Julgamos que não existe algum distanciamento entre as bandas de Leiria. Sempre que nos foi dada essa oprtunidade, os eventos correram sempre bem e envoltos num ambiente saudável e de cooperação.

7. A entidade que julgamos ser a mais proactiva nesse capítulo será a Fade In - Associação de Acção Cultural, que há muitos anos iniciou o Festival Fade In e que adicionou recentemente ao seu currículo o Festival Entremuralhas. Mas como é óbvio, não é a única: temos também a Associação Metamorfose, a ecO, o O Nariz e a Preguiça Magazine que dinamizam de um ou outro modo a cena musical leiriense.

8. É sempre ingrato fazer este tipo de selecção, mas podemos destacar alguns projectos que achamos valer a pena “ouver”: The Allstar Project, These Are My Tombs, First Breath After Coma, Robin Oak, Clutter…a lista continua.

9. Se se referem à zona de Leiria, não há nada nesse âmbito que se possa destacar… talvez o Fade In/Entremuralhas sejam os mais propensos para o efeito.

10. Esse é um assunto que daria para uma conversa de várias horas, mas vamos ser pragmáticos e dizer que sim. 


CLUTTER (Gonçalo Crespo)




1. Honestamente, este projecto surgiu apenas de umas pequenas experiências musicais que me propus a realizar no meu pequeno “estúdio” caseiro, de maneira que o sítio onde moro, que é até bastante afastado do centro da cidade de Leiria onde apenas vou dar umas aulas de guitarra e sair ao fim de semana quando calha, teve pouca influência no nascimento da banda.

2. Não me parece e, muito sinceramente, isso agrada-me. Hoje em dia há músicos de qualidade a chover pelas ripas dos telhados, cada um com as suas influências, e se há um lado bom nisso é o crescimento da probabilidade que uma pessoa tem de poder ligar o rádio e ouvir algo diferente a tocar. Aplicando essa realidade ao nível local, em Leiria há cada vez mais artistas novos a fazer música de qualidade em estilos muito diferentes…pena não haver ninguém interessado em ouvir! 

3. Em Leiria contam-se pelos dedos de uma mão os espaços com condições para se divulgar com qualidade um projecto musical considerado “underground”. Se não se pensa em abrir portas para os artistas mostrarem o seu trabalho, muito menos se pensa em disponibilizar espaços para ensaiar. Aliás, é cada vez mais para esse fim que são construídas e aperfeiçoadas as garagens leirienses.

4. Em Leiria não há publico para bandas de originais, à excepção de amigos, que até podem realmente gostar daquilo que fazemos, e daqueles dois ou três curiosos que vinham só para beber uns copos mas até ficaram para assistir… Tudo o resto são músicos que, se aparecerem, aparecem apenas para ver a banda dos amigos, ver aqueles “gajos” que a malta diz que até estão a tocar bem ou apenas para criticar. Acontece que há tantos músicos e bandas em Leiria embrenhados nas suas cenas particulares que o público comum que estaria interessado em comparecer nos eventos do movimento underground desapareceu. E por (contra) mim falo, que raramente tenho disponibilidade ou cabeça para ir a assistir a concertos nos intervalos dos meus próprios concertos/afazeres musicais.

5. Há apenas dois “spots” de que eu me recorde com condições para se mostrar um trabalho de originais em Leiria. Se há mais devem estar bem escondidos para não serem assaltados pelas dezenas de bandas que surgem por todos os lados e que não trazem ninguém para as ver.

6. Como Leiria é uma cidade pequena, é natural que as bandas se conheçam todas umas às outras e, nesse sentido, a cooperação entre esse “pessoal amigo” resulta bem, mesmo que, com a diversidade entre os demais projectos, não haja uma tal “cena leiriense”. Criam-se eventos, sejam eles concertos, festivais ou até tascas, sempre com o objectivo de divulgar e ajudar a cena underground.

7. Existe basicamente o Beat Club, onde um senhor de nome Carlos Matos (que também está por detrás de vários outros eventos underground em Leiria) dá oportunidade a quem quiser fazer uma apresentação de um projecto, de o fazer com as condições adequadas. Tirando isso, existe o Texas Bar que, apesar de ser fora de mão, também oferece qualidade, e os demais eventos realizados através da entreajuda entre as bandas ou iniciativas particulares.

8. Eu diria que se alguém estiver em Leiria e quiser ir ver um concerto, há um pouco de tudo para todos os gostos. Para recomendar alguém teria que recomendar quase toda a gente visto que a diversidade é grande.

9. Acho que o Leiria Rock, organizado pela banda “Braço de Ferro”, foi o evento que esteve mais próximo do conceito de “festival de bandas de Leiria” de que tenho recordação.

10. Não os trata bem nem mal, eles “andam aí” a trabalhar por amor à camisola, a gravar CD’s no quarto, a actuar quase de borla apenas com o objectivo de mostrar e partilhar pedaços daquilo que nos vai na alma e quem estiver atento pode seguir os eventos que vão acontecendo semanalmente. Só falta mesmo prestarem atenção.





1. Com toda a honestidade, nem a cidade de Leiria nem a nossa pequena vila de Maceira teve alguma influência na nossa criatividade ou formação. 
Iniciámos este projecto principalmente devido à enorme vontade que tínhamos de tocar juntos, de criar música juntos, música que nos agrade a nós, sem qualquer expectativa de atingir este ou aquele público-alvo…
Tudo começou com base na amizade.

2. É certo que nos últimos dez anos se notou um “boom” de bandas - umas acabaram, outras continuam activas -, mas é de salientar a necessidade ou vontade de fazer música, de se expressar através dela, e isso é de louvar.
No que diz respeito à “cena musical de Leiria”: sim está a surgir, há uma enorme quantidade de bandas a fazer música de qualidade. E já há resultados disso, na vertente “indie” da música feita em Leiria, com duas bandas a ter já um sucesso considerável a nível nacional, que são os Nice Weather [For Ducks] e os First Breath [After Coma].
No que diz respeito ao circuito dessa mesma cena musical, não é muito vasta, estamos limitados a três ou quatro locais na zona, mas não é razão de queixa, há zonas piores que a nossa. Mas apesar de serem poucos, são “spots” de muita qualidade e onde se fazem grandes concertos!

3. Nesse domínio não temos grande opinião, pois enasiamos em casa do nosso baterista e nunca tivemos a necessidade de procurar ou ter um espaço alternativo…

4. Houve uma franca descida de afluências a concertos, mas isso a nível nacional, principalmente devido à conjunctura actual.
Mas apesar de haver menos gente, nota-se que as pessoas que vão aos concertos estão receptivas, apreciam e respeitam a música.

5/7. A nível de espaços, é de salientar o Beat Club, o Texas Bar e o Alfa Bar, que são grandes locais de concertos e nos quais já passámos grandes momentos.

6. Existe uma “mini-cena”musical de Leiria, bastante saudável, que envolve quatro ou cinco bandas, que se entre ajudam e fazem coisas interessantes, mas é confinada a um certo género musical.
Mas de um modo geral não, as bandas deveriam colaborar mais, sempre fomos apologistas de que a união faz a força.

8/9. Os Allstar Project proporcionam grandes momentos ao vivo. Os Stone Dead têm a sua postura energética. E é de ouvir os álbuns dos Nice Weather [For Ducks], dos First Breath [After Coma], e já agora o nosso!

10. Sim, gostamos desta cidade. Ela trata bem os Robin Oak!


THESE ARE MY TOMBS (Luís Diogo e Tiago Cardoso)



1. A zona de Leiria tem muitos músicos, o que facilita a criação de bandas. Também é uma cidade bastante dinâmica em termos de eventos musicais (mais os arredores que a cidade em si) e isso dá sempre inspiração para fazer música. (LD)

Leiria é, cada vez mais, uma cidade criativa, mas não deixa de ser uma cidade pequena, com as vantagens e desvantagens que isso tem. Assim, o início de muitos projetos (musicais e não só) passa por utilizar o tempo livre de uma forma produtiva, recompensadora e criativa com pessoas com o mesmo mindset, em vez de o passar no café. (TC)

2. Ao contrário de outras cidades não predominam as bandas de covers que tocam nos bares locais. Existem muitos eventos com bandas de originais e isso é muito positivo. Estamos mais atentos a eventos em que o som é mais pesado e alternativo. Em termos de géneros mais activos talvez o metal tenha muito destaque na zona. (LD)

Penso que a cena musical em Leiria é bastante diversa. Há bandas a praticar o rock n' roll directo e sujo, rock dançável, rock musculado, indie mais melódico e alegre, rock progressivo, post-rock, metal clássico, metal com misturas de hardcore, metal progressivo e técnico, hardcore puro, cantautores de vários estilos, entre outros. (TC)

3. Ensaiamos na casa do Samuel (baterista) e acho que falo pelos 3 quando digo que nunca tive condições de ensaio tão boas como as que temos actualmente. Para além disso o pai do Samuel faz uns petiscos excelentes para recuperarmos no fim do ensaio. Em termos de locais específicos para ensaiar existem poucos e com condições fracas. (LD)

Concordo com o Luís. Infelizmente ainda faltam espaços acessíveis com condições para ensaiar e trabalhar com banda, que seriam importantes tanto para as bandas que estão a começar se juntarem e experimentarem a tocar em conjunto como para as já estabelecidas que procuram desenvolver e aperfeiçoar o seu trabalho. (TC)

4. Quando vamos a concertos na zona, acabamos por ver muitas caras familiares, existe um grupo considerável que assiste aos eventos na zona. Não é um publico muito variado e não é fácil ver caras novas em eventos musicais em que o género é mais alternativo. Mas os que vão são muito entusiastas e dão muito apoios ao que fazemos. Diria que são um público com um gosto genuíno por música e que não se limita a ouvir o que está na moda. (LD)

Sim, muitas das pessoas que conheço que vão frequentemente a concertos de originais e procuram eventos de qualidade têm também elas bandas ou estão ligados à música de outra forma (como organizadores dos eventos, por exemplo). Acabam por ser os amigos que temos noutras bandas que nos apoiam mais como público e vice-versa. (TC)

5. Destacam-se dois espaços pela sua qualidade em termos de staff e de condições oferecidas:
Beat Club e Texas Bar. Nestas casas assistimos a concertos com uma qualidade que em nada fica atrás de muitas casas de concertos de referência em Lisboa. (LD)

O Luís já referiu o Beat Club e o Texas Bar, que têm condições para tocar e ver concertos a um nível bastante profissional sem ter uma barreira entre público e músicos, o que para mim é uma grande mais valia. Há também O Nariz Teatro e na Marinha Grande o Ovelha Negra. Noutro nível e para eventos com mais produção há o Teatro José Lúcio da Silva, que tem som e equipas excelentes, e o Teatro Miguel Franco.
Penso que a oferta seja suficiente para o geral dos eventos, se bem que pode-se sempre procurar alternativas e a abordagens diferentes, como formas de juntar os músicos de géneros diferentes todos no mesmo evento para facilitar o networking e a partilha de ideias. (TC)

6. As bandas trabalham bem, dentro de um determinado género acabamos por convidar e sermos convidados para tocar em conjunto com frequência. (LD)

Parece-me que ainda não há bem a proximidade que seria ideal, há um bocado o receio de misturar géneros diferentes. Mas trabalha-se bem quando há amigos noutras bandas. (TC)

7. Destaco a Fade In na cidade de Leiria e o grupo de teatro O Nariz. (LD)

Eu diria a Fade In, O Nariz, a ecO, a Original Sounds, o Ovelha Negra e a Preguiça Magazine. (TC)

8. Sublinho os Iodine que lançaram um novo EP e pelo que já ouvi só posso dizer que aconselho bastante e ao vivo são excelentes. Os Horse Head Cutters partem tudo em concerto e já lançaram também um EP. Os Dream Pawn Shop têm arranjos muito bons de cordas e saxofone, num post-rock mais estudado e controlado. Falo ainda dos Les Crazy Coconuts, com quem tivemos o prazer de tocar no Teatro José Lúcio da Silva, e que têm uma abordagem interessante ao misturarem o sapateado com um rock/pop bastante dancável. Todos estes merecem mais reconhecimento pelo trabalho que têm desenvolvido. (LD/TC)

9. 
Um evento muito bom promovido na cidade é o "Há Música na Cidade". Para além desse evento temos concertos regulares com bandas de muita qualidade. Não destacaria nenhum festival ou concurso mas sim os concertos regulares que passam pelo "Texas Bar" e "Beat Club". (LD)

Estar atento ao “Há Música na Cidade”, ao “HardFest” e ao Fade In Festival. (TC)

10. Acredito que sim, na cidade de Leiria temos tido oportunidade de tocar em locais com muita qualidade se bem que por intermédio da Associação "Fade In". (LD)

Temos tido algum interesse e apoio por parte de algumas entidades, mas passa muito por trabalho, investimento e iniciativa dos elementos das bandas. (TC)




Agora, a caixa de comentários é vossa.
Há muito Portugal por desbravar e já estamos à procura da próxima cidade.








domingo, 12 de janeiro de 2014

OS MELHORES DE 2013 SEGUNDO OS SEGUIDORES DO BANDCOM

2013 foi para nós um ano repleto de desafios. 
Estivemos pelo Optimus Primavera Sound, Optimus Alive e pelo FUSING Culture Experience, três dos melhores festivais e manifestações artísticas do ano, acompanhámos o desenvolvimento dos novos trabalhos de Mourah e dos Linda Martini bem a condizer e juntámo-nos a Hélio Rafael Soares e Manuel Molarinho à procura de cada uma das novidades de A Música da Semana
Foram vários os concertos que nos deliciaram, tantos outros os discos que ouvimos e que vos demos a conhecer, tantos outros ou ainda mais os novos nomes que merecem de todos nós o apreço e o agradecimento por enfrentarem de caras as adversidades com a melhor arma de todas: a (sua) criatividade. Queen Captain Among The Sailors, Zagallotte, TurvosColibriUtopiumPernas de AlicateHeats, Madoxx, She LivesNiagara, Metta, Persona ProjectMotile, VespaWhen The Angels Breathe, Sun BlossomsIork BensonKoala, Just Say No, Gloriam EstPapaya...a lista parece não acabar.

Desafio foi uma palavra-chave ao longo de todo o ano, e entre um projecto cada vez mais sólido, cada vez mais atento, cada vez mais dedicado à música feita por portugueses, temos a certeza que os felizes cruzamentos deste ano com todas as pessoas que nos ouviram, leram e ofereceram a sua colaboração e trabalho nos mais diversos momentos continuarão.

Não somos de falsas modéstias ou falsos "obrigados": estamos, simplesmente, aqui. À procura do próximo nome de que possamos falar, com que possamos conversar, cujo trabalho cresça e dê frutos. É com o mesmo espírito de missão que continuaremos a fazer o melhor que sabemos. 

Agora é por vossa conta. Leiam-nos, visitem-nos, digam-nos o que gostam e o que não gostam assim tanto. Continuem a passar a palavra.

"Antes de vos fazer um pedido, não consigo deixar de vos congratular o vosso espectacular trabalho, ultimamente. Têm um site-blog muito amigável para músicos independentes e fazem uma simpática promoção aos trabalhos que cá vão passando. Estão mesmo de Parabéns." Vasco Vilhena

"Antes demais queremos dar os parabéns pelo excelente trabalho que fazem em apoiar a música portuguesa. O vosso blog é uma referência a ter em conta." Imidiwan

"Antes de mais queria congratular-vos pelo vosso trabalho na divulgação musical." Francis Dale

"Gosto da vossa divulgação e para mim seria fantástico se quisessem divulgar a minha música. " António Norton (The Norton's Project)

Tenham um excelente 2014, com o que de melhor 2013, de acordo com as votações que decorreram durante todo o mês de Dezembro, vos trouxe. Obrigado.

DISCOS

1. GOBI BEAR - "INORGANIC HEARTBEATS & BAD DECISIONS"




2. JOAQUIM BARATO - "CARESS TRANSGRESS"

3. KILLER MUSTANG - "KILLER MUSTANG"

4. JUBA - "MYNAH"

5. EXPEÃO - "O FIM DE TODAS AS ESTRADAS"

6. LINDA MARTINI - "TURBO LENTO"

7. DIOGO DIAS - "O MUNDO. O SONHO. O SER. O MUNDO"

8. NOISERV - "ALMOST VISIBLE ORCHESTRA"

9. FILHO DA MÃE - "CABEÇA"

10. RIDING PÂNICO - "HOMEM ELEFANTE"


EPs

1. GUILANDE - "GUILANDE"




2. VÉNUS RAIVA - "VÉNUS RAIVA"

3. SERUSHIÔ - "LIFE ON EXTENDED PLAY"

4. THE STONEWOLF BAND - "DAYBREAK"

5. A ARMADA - "CLÁSSICO"

6. PLANE TICKET - "CURRENTS"

7. POSAT - "ABORT MISSION"

8. CAPITÃO CAPITÃO - "(II)"

9. AL FUJAYRAH - "SHANTI SHANTI"

10. 10000 RUSSOS - "10000 RUSSOS"




OS MELHORES DE 2013 POR QUEM GUARDA ALGO PARA CONTAR

Segunda e última vaga dos nossos convidados para escolherem os melhores de 2013. Desta vez, contamos com a ajuda de Vera Marmelo, Miguel Teixeira, Steve Bootland e da equipa do Videopcik para nos contarem o que 2013 lhes deixa, nos ouvidos e nas memórias.


BALCONY TV PORTUGAL (www.balconytv.com)


"2013 foi absolutamente extraordinário, a exemplo daquilo que aconteceu nos anos anteriores em termos de lançamentos discográficos. Os músicos portugueses têm ganho personalidade e identidade própria e longe vão os tempos em que os discos nacionais não eram mais do que substratos de duvidosas modas internacionais. A globalização artística, com o advento da Internet, é a principal responsável por este impulso mas não posso deixar de sublinhar a democratização do acesso à gravação e distribuição independente.

Ainda assim, não navegamos em águas calmas. Portugal continua atrasado em duas áreas que são fundamentais para a consolidação da qualidade destes artistas num mercado cada vez mais competitivo - a escassez de boas salas de espectáculos e o acesso a estas por parte de artistas emergentes e o facto de ser praticamente impossível que estes possam promover os seus trabalhos nas maiores plataformas de televisão em sinal aberto. É em televisão e a insistência dos produtores de conteúdos que por lá trabalham que reside o maior problema para os artistas. O público compra álbuns e bilhetes para espectáculos se for educado para isso. A SIC, a TVI e a RTP - neste último exemplo é mais grave por se tratar de serviço público de televisão - transmitem dezenas de horas mensais de programas em directo que não são mais do que odes ao pior que é feito neste país em termos musicais. Trata-se de uma formatação absolutamente ridícula do "ouvido" das pessoas, tornando-as de forma natural em receptores incapazes de entender outros géneros que não a absoluta 'pimbalhada' que lhes servem em doses industriais. Por ter trabalhado muitos anos junto deste tipo de produções sei bem dos interesses que se movem na penumbra e que fazem com que qualquer tentativa de alterar este status quo esteja destinada ao fracasso. 

Em 2011 trouxe a BalconyTV para Portugal - a maior plataforma de música independente do Mundo, e desde esse ano, através das nossas duas "varandas" em Lisboa e Porto fomos capazes de exportar perto de 400 artistas portugueses para uma audiência global e interessada nos músicos emergentes de todo o planeta. Fizemos isso sem qualquer apoio publicitário de relevo ou ajudas estatais. Para terem uma ideia, a BalconyTV foi objecto este ano de uma grande reportagem de fundo por parte da Time Magazine - em Portugal, bem, por cá é um milagre que acontece sempre que nos dedicam uma linha de texto. Simplesmente ignora-se o maior exportador de artistas nacionais para o Mundo. É uma batalha que continuaremos em 2014, esperançados em garantir cada vez mais as condições logísticas e financeiras para promover a melhor música que se faz em Portugal. A nossa música merece e o país merece melhor música. Há que continuar a lutar por isso e o BandCom e as suas iniciativas são outro excelente exemplo que reforça a evidência de que os pratos da balança estão a pender para o lado positivo desta indústria."

Por entre várias centenas de artistas que passam todas as semanas pelas melhores varandas do país na Balcony TV, o Miguel Teixeira deixa ainda as suas preferências relativas ao ano que passou. Entretanto, já no próximo dia 25, o Santiago Alquimista recebe as primeiras "Balcony TV Sessions", um conjunto de eventos mensais dedicados à indústria musical independente, entre concertos, exposições e conferências. Para a primeira sessão já estão confirmados os concertos dos Miss Lava, The Quartet of Woah, Ciro e João Lobo.

LINDA MARTINI - "TURBO LENTO"




NOISERV - "ALMOST VISIBLE ORCHESTRA"




PEIXE:AVIÃO - "PEIXE:AVIÃO"




PEDRO ADRIANO CARLOS - "THE HEART ATTACKS"




MISS LAVA - "RED SUPERGIANT"




ASH IS A ROBOT - "ASH IS A ROBOT"




MAZGANI - "COMMON GROUND"




HUGO CLARO - "RUA DO TEMPO"




LA CHANSON NOIRE - "MACUMBA STEREO"




TAPE JUNK - "THE GOOD & THE MEAN"




THE BRIDGE UNDER WATER - "THE BRIDGE UNDER WATER"



BOTEQUIM FANTASMA - "GUARDA-NUVENS"




THE STONEWOLF BAND - "DAYBREAK"




NBC - "EPidemia"




WE BUFFALO - "WILD MILES"




VIDEOPICK (www.videopick.pt)

Após um curto hiato, o VideoPick regressou ao activo e em 2013 compilou em vídeo vários momentos que marcaram o ano musical português e que encontrarão facilmente para depois rever outra e outra vez. Eis as escolhas da equipa para os melhores do ano: 

NOISERV - "ALMOST VISIBLE ORCHESTRA"




EXPEÃO - "O FIM DE TODAS AS ESTRADAS"




PUTAS BÊBADAS - "JOVEM EXCELSO HAPPY"




VOXELS - "BACHELOR HOUSE"




PEIXE:AVIÃO - "PEIXE:AVIÃO"




STEREOBOY - "OPO"




DEAD COMBO - "LISBOA MULATA"




OCTA PUSH - "OITO"



RIDING PÂNICO - "HOMEM ELEFANTE"




DEAR TELEPHONE - "TAXI BALLAD"




JIBÓIA - JIBÓIA




WHITE HAUS - "WHITE HAUS"




MEMOIRS OF A SECRET EMPIRE - "MEMOIRS OF A SECRET EMPIRE"




AL FUJAYRAH - "SHANTI SHANTI"




THE PORTUGAL MUSIC SCENE (www.portugalmusicscene.com)

Na The Portugal Music Scene, Steve Bootland está sempre à procura de bandas e artistas que queiram desenvolver-se aqui e além-fronteiras, fortalecer a sua imagem e aumentar a sua base de fãs. Além disso, acumula a representação da label AWAL - Artists Without a Label em Portugal, responsável pela distribuição digital de nomes como Nick Cave, Radiohead ou Prince.
Segundo o próprio, "elaborar um top 10 foi, na verdade, quase impossível dado que o talento abunda e é constante o lançamento de grandes registos. Ao longo de 2013, também alguns nomes que se destacaram em 2012 começaram a receber o devido reconhecimento, como os Memória de Peixe, Murdering Tripping Blues, Sam Alone, The Lazy Faithful e Trêsporcento, e que mereceriam estar também nesta lista. Esta lista não contempla apenas artistas com que trabalhamos, mas sim aqueles que consideramos que têm um forte 'sabor internacional' e que podem competir com a concorrência feroz nos mercados de música no estrangeiro".
Para 2014, Steve Bootland chama a atenção para o que os The Lazy Faithful, Trêsporcento, d3ö, Guilande, The Stonewolf Band, Blasted Mechanism ou The Dirty Coal Train poderão fazer.



ORELHA NEGRA - "MIXTAPE (II)"




THE GLOCKENWISE - "LEECHES"




TAPE JUNK - "THE GOOD & THE MEAN"




EXPEÃO - "O FIM DE TODAS AS ESTRADAS"




LINDA MARTINI - "TURBO LENTO"




MR. MIYAGI - "THERE'S NO DESTINY...ENJOY THE RIDE"




MISS LAVA - "RED SUPERGIANT"




ANARCHICKS - "REALLY?!"




PEIXE:AVIÃO - "PEIXE:AVIÃO"




MAZGANI - "COMMON GROUND"




THE STONEWOLF BAND - "DAYBREAK"




CAPITÃO CAPITÃO - "(II)"




UM CORPO ESTRANHO - "UM CORPO ESTRANHO"




O MARTIM - "DE 5 EM 7 DIAS"




GULA - "O ANO DA FOME"





VERA MARMELO (www.v-miopia.blogspot.com)

















"É-me sempre muito complicado fazer listas. Se me pedissem uma lista de concertos garanto-vos que seria muito mais simples. Ouço música de uma forma muito desapegada e fixo-me num ou noutro disco porque me acompanha nas corridas. E admito que as minhas escolhas são sempre tremendamente influenciadas pelo factor A - a amizade que tenho aos músicos. 

Deixo-vos uma mini-lista. Admito que até escolher estes me obrigou a uma revisão da matéria dada no blog que sustento com as fotografias. Limitei-me a tirar de lá aqueles que possivelmente mais fotografei, mais concertos vi e consequentemente melhor lhes conheço as canções. 

Destaco no meu 2013 musical o concerto incrível que os Orelha Negra deram no Sudoeste, com convidados e uma orquestra. A sala cheia de fãs felizes a ver o Noiserv no São Luiz, num dia que foi muito feliz para ele e também para mim, porque coincidiu com o lançamento do meu caderno de fotografias. E o concerto de PISTA no Barreiro Rocks, que no final foi invadido pelos mestres Bro-X".


ORELHA NEGRA - "MIXTAPE II"




NOISERV - "ALMOST VISIBLE ORCHESTRA"




NICOTINE'S ORCHESTRA - "77☽13"




FILHO DA MÃE - "CABEÇA"




PISTA - "PISTA"







sábado, 4 de janeiro de 2014

OS MELHORES DE 2013 NA RÁDIO PORTUGUESA

Arrancamos a nossa revisão ao melhor que 2013 nos ofereceu com as 15 escolhas dos responsáveis por alguns dos melhores programas de autor que a rádio portuguesa tem para nos oferecer. Venham daí connosco:


POSTO DE ESCUTA (facebook.com/postodescuta)

O "Posto de Escuta" vai para o ar semanalmente aos Sábados ao final da tarde, na rádio 101.7 FM (área metropolitana de Coimbra) e também online. Ao longo de duas horas, o destaque vai para a música alternativa estrangeira mas também nacional, sempre com um olhar especial para as novidades que vão aparecendo. As seguintes escolhas são responsabilidade do cicerone Hélder Simões:

THE GLOCKENWISE - LEECHES




STEREOBOY - OPO



EMMY CURL - CHERRY LUNA



MAZGANI - COMMON GROUND



D3Ö - LOVE BINDER



LUÍSA SOBRAL - THERE'S A FLOWER IN MY BEDROOM



DEAR TELEPHONE - TAXI BALLAD




FIRST BREATH AFTER COMA - THE MISADVENTURES OF ANTHONY KNIVET




THE WEATHERMAN - THE WEATHERMAN



CICLO PREPARATÓRIO - AS VIÚVAS NÃO TEMEM A MORTE 



THE BIG CHURCH OF FIRE - VERTIGO



A BETA MOVEMENT - BLOSSOM AGE



=MOCHO= - =MOCHO=



MINTA & THE BROOK TROUT - OUT OF WASHINGTON STATE



PERNAS DE ALICATE - PERNAS DE ALICATE




SIMBIOSE (facebook.com/SimbioseProgramaDeRadio)

"Gosto tanto de fazer tops de música como de fazer tops de peças de vestuário para senhora (e às vezes para senhores). Ou seja, detesto andar a escolher aqueles que supostamente foram os melhores.
No entanto, a pedido do Bandcom e devido ao enorme respeito que tenho por este meio de divulgação da música nacional, resolvi aceitar o desafio, até porque dá-me a sensação que tenho mais jeito para fazer este tipo de selecção do que a dita peça de roupa.

Estão todos em 1º lugar porque a meu ver todos eles merecem essa distinção que é o lugar mais alto no pódio. Aliás, muitos mais ocupariam esse posto...
Honestamente foi uma tarefa terrivelmente difícil e tudo "por culpa" da excelente qualidade musical que o ano de 2013 nos trouxe.
O programa Simbiose e eu próprio - que no fundo somos o mesmo - desejamos muita força a quem faz música em Portugal e que insistam sempre nesse amor máximo à camisola. Mesmo sem recursos, acredito que neste campo somos sem dúvida os Melhores do universo!"

O programa Simbiose é um programa totalmente dedicado à música portuguesa e passa em directo na Rádio Zero todas as Quintas-feiras a partir das 17h e online na Antena 3 Rock e em podcast. As escolhas seguintes são da responsabilidade do Miguel Alcobia:

NOISERV - ALMOST VISIBLE ORCHESTRA



TAPE JUNK - THE GOOD AND THE MEAN



LINDA MARTINI - TURBO LENTO



LULULEMON - SINHARAJA



THE GLOCKENWISE - LEECHES



RIDING PÂNICO - HOMEM ELEFANTE



PEIXE:AVIÃO - PEIXE:AVIÃO



TWELVE2GO - AS GOOD AS DEAD



D3Ö - LOVE BINDER



SOUQ - AT LA BRAVA - VOLUME TWO OF RED DESERT SAGA



GULA - O ANO DA FOME



GUILANDE - GUILANDE



THE STONEWOLF BAND - DAYBREAK



LOOPOOLOO - LOOPOOLOO



THE BRIDGE UNDER WATER - THE BRIDGE UNDER WATER




(H) À ESCUTA (http://myspace.com/aescuta)

"O (H) À Escuta teve a sua primeira emissão a 1 de Novembro de 2009 na RUA FM – Rádio Universitária do Algarve e passeia pelo éter radiofónico aos Domingos, às 21 horas.
Para além da divulgação da música portuguesa, tentamos levar a música da região – o Algarve – cada vez mais, a mais pessoas. É um prazer enorme poder dar voz aos projectos bem interessantes que temos por cá (e acreditem, não são poucos).
Voltando ao tema central, à semelhança dos anos anteriores, 2013 foi mais uma vez O Ano da música nacional. 12 meses de novidades, de reedições e recordações, de compilações. De bandas que mudam de nome, de outras que se separam e há ainda as que fazem uma pausa ou as que colocam um ponto final. Que seja sempre assim: um ciclo vicioso. De intensidade, novidade, criatividade e crescimento. 
Depois destas palavras, resta-me agradecer o convite por parte do BandCom e relembrar novamente a edição de 'coisas' tão boas que nos têm enchido o programa, a rádio, a casa e a alma. Que a minha filha continue a crescer rodeada de boa música… Portuguesa, com certeza!"

O (H) À Escuta é um programa de Leila Leiras dedicado à música portuguesa na Rádio Universitária do Algarve e passa aos Domingos entre as 21h e as 22h com repetição às Quartas à meia-noite. Estas são as suas escolhas:

ANARCHICKS - REALLY?!



MAZGANI - COMMON GROUND



NOISERV - ALMOST VISIBLE ORCHESTRA



REFLECT - REFLECT



MÁRCIA - CASULO



FILHO DA MÃE - CABEÇA



COLDFINGER - THE SECONDS



THE GLOCKENWISE - LEECHES



DEALEMA - ALVORADA DA ALMA



LINDA MARTINI - TURBO LENTO



CAVALHEIRO - TRÉGUA



EMMY CURL - CHERRY LUNA



CAPICUA - CAPICUA GOES WEST



SICKONCE - CAPICUA GOES SICK



TORTO - TORTO









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